A burrice musical e o vazio moral e intelectual do movimento masculinista

Se o dono desse perfil não tivesse removido a postagem ou me bloqueado, talvez eu deixasse o assunto no nível de uma mera nota: furiaetradicao.substack.com/p/homens-viris-ouvem-rock
A burrice musical e o vazio moral e intelectual do movimento masculinista

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Os masculinistas tendem a validar suas premissas em aspectos biológicos e antropológicos. Este erro de metodologia pode custar caro aos jovens que seguem os ideólogos deste movimento.

Enquanto eles destacarem apenas estes aspectos do problema, negligenciando as questões morais e espirituais, serão fatalmente obliterados pelo sistema, e deixarão muitos jovens sofrendo no auto-engano e abandonados à sua própria sorte.

Vamos à refutação do pequeno, mas completamente equivocado artigo:

A afirmação, do jeito que está formulada, é exagerada e simplificada demais — mas não surgiu do nada.

Existe, sim, pesquisa em psicologia e endocrinologia sugerindo associações entre testosterona e certos traços comportamentais (como busca por dominância, competitividade e sensibilidade a recompensa). Também há estudos explorando relações entre níveis hormonais e preferências musicais.

No entanto, a ideia de que:

homens com mais testosterona preferem menos música sofisticada e mais música agressiva

é uma generalização problemática por vários motivos:

O estudo mais citado sobre isso

Um dos trabalhos frequentemente mencionados é de pesquisadores ligados à McGill University e à University of Cambridge, que investigaram testosterona salivar e preferência musical.

O que eles encontraram foi algo como:

Homens com níveis mais altos de testosterona tenderam a preferir músicas com maior intensidade sonora e energia.

Homens com níveis mais baixos tenderam a preferir músicas percebidas como mais complexas ou reflexivas.

Mas isso não significa:

Que “clássica = sofisticado” e “rock = menos sofisticado”.

Que a testosterona determina gosto musical.

Que a diferença seja grande ou universal.

Problemas da afirmação

Correlação ≠ causalidade

Esses estudos mostram associações estatísticas pequenas, não uma regra biológica rígida.

Efeito é modesto

Os efeitos observados são fracos. Cultura, personalidade, educação musical e contexto social têm impacto muito maior.

Classificação enviesada

Chamar jazz ou música clássica de “sofisticada” e heavy metal de “menos sofisticado” é uma avaliação cultural de alguém que tem pouca cultura musical e nivela a musica de forma caricatural, não científica.

Por exemplo:

  • Heavy metal pode ter altíssima complexidade técnica.
  • Jazz pode ser extremamente intenso e agressivo.
  • Classical music inclui obras violentas, dissonantes e altamente energéticas.

A categorização usada em alguns estudos é mais sobre valência emocional e energia sonora, não “sofisticação”.

O que é mais correto dizer?

Uma formulação mais precisa seria algo como:

Alguns estudos sugerem que níveis mais altos de testosterona em homens podem estar associados a maior preferência por músicas percebidas como intensas e energéticas, mas os efeitos são pequenos e não determinísticos.

Isso é bem diferente da afirmação original.

Conclusão

A afirmação é parcialmente baseada em pesquisa real, mas é sensacionalista, simplificada e duvidosamente carregada de julgamento de valor. O mesmo julgamento de valor que motiva feministas e ideólogos de gênero afirmarem que homens são estupradores.

O autor comete a mesma desonestidade intelectual que seus inimigos ideológicos, tornando-o moralmente equivalente a eles.

Não existe base científica sólida para afirmar que:

  • “Homens com mais testosterona têm gosto musical inferior.”
  • Ou que exista um padrão determinístico entre hormônio e “sofisticação musical”.

O que está por trás do “gostar de rock” é só uma coisa: burrice. Quanto a música erudita (não clássica, pois clássico foi apenas um período e não me venham com a palhaçada de ‘clássico’ no sentido de eterno) é algo mais complexo. Mais da metade dos que dizem preferir música erudita não sabe o que está escutando e a ouve como se fosse música de elevador.

Se eu fosse afirmar algum tipo de asneira dessas eu diria que homens de verdade gostam de Bluegrass, Old Time Music e música celta. Mas estaria sendo tão desonesto intelectual quanto o autor do artigo.

De antemão aviso para os jovens: parem de ouvir Rock, sobretudo Metal, pois isso estupidifica tanto quanto música eletrônica, pagode e axé music.

Se tiver tempo escreverei demonstrado por que qualquer tipo de estudo dessa natureza é uma completa palhaçada.

Segue o artigo que motivou este texto: furiaetradicao.substack.com/p/homens-viris-ouvem-rock

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