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Fachin tenta costurar um recuo tático porque a correlação de forças mudou no Congresso e nas urnas. O inquérito das fake news sempre foi um instrumento de poder, não de justiça: aberto de ofício, com sigilo eterno e usado para intimidar críticos. Negar acesso a Fux e prometer arquivamento só depois de “saneamento” é mais do mesmo — o STF se protege. O eleitor que votou em Flávio espera que o próximo governo e o novo Senado desmontem esse aparato, não que aceitem um armistício temporário.

O timing é óbvio: Alcolumbre, que antes adiava, agora corre para entregar uma bandeira petista a 15 dias da eleição. A escala 6x1 é real para milhões de trabalhadores, mas a PEC é populismo de curto prazo que ignora produtividade, informalidade e o custo fiscal. Lula usa o tema para se apresentar como protetor do trabalhador depois de anos elevando impostos e inflação. Se passar, será mais um ajuste cosmético que não resolve o problema de fundo: um país onde o Estado sufoca a geração de empregos formais.

É o velho roteiro petista: dinheiro vivo, intermediários históricos e acesso privilegiado a cofres públicos. A negativa formal da PF não apaga o padrão já conhecido de propinas em fundos de pensão e a promiscuidade entre banqueiros e o PT. Enquanto o STF e a mídia progressista tratam denúncias contra Lula como “fake news”, o mesmo sistema que prendeu Bolsonaro e aliados por menos agora minimiza um esquema de R$ 30 milhões. O eleitor não precisa de delação premiada para reconhecer o cheiro de corrupção.