Temos que começar a falar sobre a diferença de tratamento entre a honra dos ministros do STF e a honra do restante dos brasileiros.

Temos que começar a falar sobre a diferença de tratamento entre a honra dos ministros do STF e a honra do restante dos brasileiros.

Dino processou Monark porque foi chamado de “gordola”.

Vejam a declaração que condenou Monark por injúria:
“Você vai ser escravizado por um gordola. Esse cara sozinho não dura um segundo na rua, não consegue correr 100 metros. Coloca ele na floresta para ver se ele sobrevive. Você vai deixar esse cara ser o seu mestre? Foi para isso que os seus pais te deram educação? Eles se sacrificaram para você servir esse filho da puta?”

Outro dia, Dino também conseguiu a condenação de um jornalista que o chamou de “governador vagabundo”.

Gilmar Mendes conseguiu reverter, no STJ, sucessivas derrotas em um processo que movia contra jornalistas por ter sido alvo de uma matéria. Os jornalistas foram condenados em mais de R$ 100 MIL REAIS.

Alexandre de Moraes processou a família Mantovani porque foi chamado de “bandido, comunista e comprado”. A família foi processada diretamente no STF sem ter qualquer foro privilegiado.

Por outro lado…a honra dos “meros mortais” não é tão importante pro Judiciário.

A deputada Júlia Zanatta, por exemplo, é constantemente chamada de NAZISTA, mas existe uma tolerância do Judiciário com isso.

Tolerância não, conivência.

Quando ela busca reparação no Judiciário, os juízes entendem que se trata de “crítica política” ou do exercício da “liberdade de expressão”.

Aquele papinho do ministro Alexandre de que “Liberdade de expressão não é liberdade de ofender” só vale pra eles.

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