Trabalho no mercado financeiro há 23 anos e me choca o quanto o cliente brasileiro é adepto do “o que os olhos não veem, o coração (nesse caso, o bolso) não sente”.
Trabalho no mercado financeiro há 23 anos e me choca o quanto o cliente brasileiro é adepto do “o que os olhos não veem, o coração (nesse caso, o bolso) não sente”.
Carteiras rodando há anos no modelo comissionado tradicional com custo de mais de 1,5% ao ano (quando o cliente não tá sendo esfolado), mas o brasileiro fica enrolando pra ir pra modelo fee based de consultoria ou family office, com custo de 0,65% aa com cashback das comissões e mais transparência. E isso sem contar a vantagem de poder usar qualquer instituição.
O fato de ele ver a cobrança no extrato o deixa totalmente paralisado, como se no modelo tradicional não houvesse custo nenhum. Tem, mas ele não enxerga.
Eu sempre digo nas minhas palestras, o trabalho de gestão de patrimônio é uma via de mão dupla, o cliente também tem que fazer a lição de casa e se educar.
Outra coisa chocante é a fidelidade aos profissionais ruins: a carteira rodando a 80% do CDI, cheio de COE, FIP, crédito privado direto marcado na curva (pro cliente não ver o preço a mercado), mas o cliente fica receoso de ir para um family office independente (como o meu), porque o gerente do banco é legal e leva café pra ele toda vez que vai na agência. Isso, um americano ou alemão jamais entenderia.
O mercado brasileiro já evoluiu muito, mas tem MUITO O QUE MELHORAR AINDA, tanto do lado da gestão com mais transparência, quanto do lado do cliente pela educação financeira.
Como é isso no teu negócio?
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