GRAVÍSSIMO!

GRAVÍSSIMO!

Repórter da Veja: “o barulho da gravação está escondendo o mais grave”.

Mensagens de Vorcaro apontam plano de R$ 10 bi nos fundos de pensão, R$ 1 bi de propina ao PT, e a PGR não quis ouvir, segundo a revista.

Em meio ao barulho eleitoral provocado pela gravação divulgada pela revista, o repórter da Veja sustenta que o ponto mais grave da matéria são as provas obtidas no celular de Daniel Vorcaro antes mesmo de ele tentar formalizar a delação. Segundo ele, as mensagens de 2024 e 2025 mostram uma rede de despachantes do Banco Master no Palácio do Planalto atuando junto aos presidentes dos fundos de pensão do Banco do Brasil, da Caixa, da Petrobras e dos Correios. Entre elas, mais de 450 trocadas com um operador ligado ao gabinete do ministro Alexandre Padilha. O plano, nas palavras do repórter, seria captar R$ 10 bilhões desses fundos, com R$ 1 bilhão retornando em propina ao PT como preço para salvar o banco. Ele afirma que, em maio de 2024, o Master entrou na “lista exaustiva” do governo, uma espécie de atestado de idoneidade para receber aplicações dos fundos, apesar das notas de crédito baixíssimas e das investigações por fraude. Isso coincidiu com a negociação de R$ 500 milhões em letras de crédito com a Caixa, operação que recuou depois que O Globo revelou, em julho de 2024, o afastamento de dois gerentes que haviam emitido parecer contrário.

Ainda segundo o relato atribuído a Vorcaro, a parceria continuou. Em reunião no Planalto, Padilha teria dito que qualquer acerto feito com Olavo Noleto, seu número dois, valeria como acerto com o próprio ministro. Em outubro de 2024, Padilha jantou na casa de Vorcaro e, no dia seguinte, o operador mandou mensagem dizendo que Lula o receberia e que “gostou muito da conversa”. O desfecho não aparece no celular, mas Lula de fato recebeu Vorcaro em dezembro, e mensagens do advogado Walfrido Warde sugerem pressão sobre o Banco Central para salvar o Master. O repórter destaca que Vorcaro, que tenta emplacar uma terceira proposta de delação, apresentou esse relato à PGR, que se recusou a ficar com o material, e diz haver provas citando integrantes da PGR que tiveram contato com a defesa no período. Sua conclusão: bastaria ouvir o banqueiro, e nada disso pode ser varrido para debaixo do tapete, porque estariam em jogo R$ 10 bilhões de trabalhadores desviados para salvar um banco.

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