Na metapolítica bolsonarista, sai a intervenção militar, entra a intervenção estrangeira

Antropóloga, professora e pesquisadora na Universidade Federal de Santa Catarina. Autora de 'O Mundo do Avesso: Verdade e Política na Era Digital'
Na metapolítica bolsonarista, sai a intervenção militar, entra a intervenção estrangeira

A estratégia metapolítica de Flávio Bolsonaro, que intensifica apelos ao governo Trump mesmo com queda nas pesquisas, opera em dois níveis: o político e o metapolítico. O objetivo é corroer a democracia por dentro, transformando-a em seu contrário, e não implementar um projeto de país. Diante da iminência de derrota eleitoral, o bolsonarismo dobra a aposta na intervenção estrangeira como substituta da intervenção militar que falhou em 2022.

  • A estratégia metapolítica de Flávio Bolsonaro busca o apoio do governo Trump, mesmo com a queda de sua popularidade nas pesquisas.
  • A extrema-direita opera em dois níveis: o político (plano A) e o metapolítico (plano B, golpista e disruptivo).
  • O objetivo metapolítico é corroer a democracia por dentro, não disputar projetos de país democraticamente.
  • O plano de intervenção militar em 2022 falhou, mas agora a família Bolsonaro busca uma intervenção estrangeira liderada por Trump.
  • O ‘realismo viralatista’ da família Bolsonaro os leva a buscar a proteção de uma potência estrangeira em vez de defender a soberania brasileira.
  • A tática metapolítica envolve o risco de tudo ou nada, incluindo a economia, recursos naturais e soberania do Brasil.
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