O resultado da Copa e o discurso das peças
Escritor, crítico, ensaísta e professor universitário. É doutor em filosofia pela Universidade de São Paulo.
A conquista da Espanha na Copa do Mundo é descrita como a glória da pasteurização e da vida securitária, um triunfo do futebol “de almoxarifes” que fascina pouco. O artigo critica a linguagem do futebol moderno, focada em “peças” e sistemas, que reduz a arte e a emoção a dados e parâmetros. A vitória espanhola é vista como a subsumissão do indivíduo, contrastando com escolas de futebol mais charmosas e a perda do “DNA brasileiro”.
- A vitória da Espanha na Copa é criticada como um triunfo da pasteurização, da vida securitária e do futebol “de almoxarifes”, que “funciona” mas não fascina.
- O artigo questiona a universalização do conhecimento sobre preparo físico e táticas, e critica o discurso das “peças”, comparando-o a uma forma de escravidão simbólica.
- A era dos treinadores é destacada como a principal estrela do espetáculo, com o futebol europeu obcecado pelas “peças” e pela lógica de sistemas e softwares.
- A Espanha atingiu a subsumissão do indivíduo, através de regimes tediosos de “tomada de decisão” ditados pela parametrização tirânica das ordens.
- O texto lamenta a perda das escolas de futebol mais charmosas como Itália, Brasil e Argentina, em contraste com o sucesso do “mecanismo” espanhol.
- O “futebol Rivotril” é descrito como uma competição inchada, transformada em um encontro internacional de promoção da paz, onde a emoção e o erro são minimizados.
https://brazil-test-hub.layer3.press/articles/cc4e5944-2d7e-41e9-b3c3-70ce8fdfb6a4 Brazil News Hub Brazil Left brazil-test-hub
Write a comment