O que diria Jesus Cristo?
Extremistas religiosos ofendem e perseguem um professor universitário por causa do subtítulo de uma tese
O professor Vitor Cei teve sua pesquisa de tese sobre Machado de Assis, intitulada “O trabalho surdo da destruição: pessimismo cristão e niilismo nos primeiros romances de Machado de Assis à luz do cristofascismo bolsonarista”, alvo de críticas e perseguições por grupos religiosos e parlamentares bolsonaristas. O conceito de “cristofascismo”, apesar de acadêmico, gerou polêmica, levando Cei a propor a alteração do termo para “cristétricofascismo bolsonarista” para dissociar cristãos de fascistas. O caso levanta discussões sobre autonomia universitária, liberdade de pesquisa e os limites da atuação política sobre estudos científicos aprovados por critérios técnicos.
- O professor Vitor Cei teve sua tese sobre Machado de Assis criticada por parlamentares bolsonaristas e sofreu ataques nas redes sociais.
- A polêmica gira em torno do subtítulo da tese, que menciona o “cristofascismo bolsonarista”, um conceito acadêmico desde os anos 1970.
- Para mitigar a controvérsia, Cei propôs alterar o termo para “cristétricofascismo bolsonarista”, separando cristãos de fascistas.
- O projeto de pesquisa foi aprovado em edital público e pela Universidade NOVA de Lisboa com base em critérios técnicos, sem uso ideológico de recursos públicos, segundo Cei.
- O deputado federal Evair de Melo questiona o uso de dinheiro público em estudos com aparente conclusão ideológica pronta e exige fiscalização.
- O professor registrou boletim de ocorrência devido a ameaças e ofensas, revendo sua rotina por segurança.
- A Ufes reafirmou os princípios de autonomia universitária, liberdade de pesquisa e expressão, assegurados pela Constituição.
- O estágio em Portugal está mantido, e Cei considera o caso um exemplo de perseguição a pesquisadores por grupos autoritários.
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