“Big techs monopolizaram a música de forma perversa”, avalia Luiz Cesar Pimentel
O livro “A Grande Trapaça Digital: como as big techs destruíram a música, enganaram o público e sequestraram a nossa alma sonora” (Ed. Terreno Estranho), escrito pelo jornalista Luiz Cesar Pimentel…
O jornalista Luiz Cesar Pimentel, em seu livro “A Grande Trapaça Digital”, argumenta que as Big Techs destruíram a promessa de democratização da música através da digitalização. Ele explica que a dominação dos serviços de streaming levou à imposição de gostos por critérios de lucro, prejudicando a subjetividade e a qualidade artística. Pimentel defende a necessidade de uma nova relação do público com a arte, apoiando iniciativas independentes para restaurar a soberania e a saúde financeira dos músicos.
- O livro “A Grande Trapaça Digital” de Luiz Cesar Pimentel critica o impacto das Big Techs na indústria musical.
- As plataformas de streaming, ao invés de democratizar, teriam monopolizado o mercado, impondo gostos baseados em lucro e validação financeira.
- Grandes gravadoras cederam seus acervos às plataformas, permitindo que elas controlassem o acesso e a divulgação da música.
- O modelo de negócio evoluiu de acesso livre para planos pagos e, posteriormente, para a priorização do lucro dos acionistas, como no caso do Spotify.
- Músicos, especialmente independentes, dedicam mais tempo à divulgação e administração do que à criação, necessitando de apoio do público a iniciativas como compra de merchandising e ida a shows.
- É preciso uma retomada da soberania artística pelos músicos, que hoje gastam a maior parte do tempo em tarefas administrativas e de divulgação.
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