Nova ofensiva dos EUA ameaça a soberania da América Latina
A nova Estratégia de Segurança Nacional dos EUA radicaliza a política para a América Latina e Caribe, atualizando a Doutrina Monroe e usando o “corolário Trump” para justificar intervenções e pressões sob o pretexto de combater o narcotráfico e garantir a democracia. Essa abordagem, em um contexto de declínio da hegemonia americana e ascensão da China e Rússia, visa restabelecer o controle sobre a região, promovendo a ascensão da extrema direita e subordinando a soberania latino-americana aos interesses de Washington. A estratégia se manifesta através de pressões militares, sanções, interferências eleitorais e controle econômico, afetando diretamente países como Venezuela, Colômbia, México, Brasil e Cuba, enquanto a resistência popular e a integração regional são vistas como essenciais para a defesa da soberania.
- A nova Estratégia de Segurança Nacional dos EUA atualiza a Doutrina Monroe, reforçando a visão da América Latina e Caribe como área subordinada aos interesses norte-americanos.
- O “corolário Trump” permite a Washington determinar quais governos e projetos são aceitáveis, classificando opositores como ameaças.
- O combate ao “narcoterrorismo” é usado como justificativa para operações militares, sanções e ações unilaterais, substituindo a cooperação soberana por tutela externa.
- O Comando Sul dos EUA ganha protagonismo com o aumento da presença militar na região, servindo como advertência a governos adversários.
- Venezuela, Colômbia, México, Honduras, Argentina e Peru enfrentam pressões, intervenções eleitorais e ameaças de operações militares.
- O Brasil é alvo de tarifas, sanções (Lei Magnitsky), pressões judiciais e classificação de facções como terroristas, com risco de interferência nas eleições de 2026.
- Cuba continua sofrendo com o bloqueio econômico e pressões sobre transações e parceiros, além de ameaças de agressão militar.
- Os EUA buscam controlar recursos estratégicos na região, limitando investimentos chineses e subordinando políticas industriais a projetos nacionais autônomos.
- A estratégia favorece a ascensão da extrema direita na América Latina, promovendo austeridade, privatizações e alinhamento aos interesses de Washington.
- A rivalidade com China e Rússia é um fator central na ofensiva, com os EUA buscando assegurar alinhamento diplomático e recursos na região.
- Forças democráticas, populares e anti-imperialistas precisam fortalecer a luta anti-imperialista, a integração regional e a diversificação de parcerias para resistir à subordinação e garantir a soberania.
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