França teve 5.764 mortes a mais em onda de calor
Número de mortes acima do normal na segunda metade de junho foi o maior desde onda mortal de 2003. Calor foi particularmente mortal para idosos acima de 75 anos, mas pessoas mais jovens também foram afetadas
A onda de calor entre junho e julho de 2022 causou 5.764 mortes em excesso na França, o número mais alto desde 2003. O aumento da mortalidade foi observado em todas as faixas etárias a partir dos 15 anos, com um impacto significativo em pessoas com 75 anos ou mais, mas também em adultos de 45 a 64 anos. Os dados, ainda provisórios, geram debate político sobre a preparação para as alterações climáticas.
- A onda de calor na França entre 17 de junho e 2 de julho provocou 5.764 mortes em excesso.
- Este número é o mais elevado desde o verão de 2003, quando ocorreram cerca de 15.000 mortes em excesso.
- Metade das mortes em excesso ocorreu entre 25 e 27 de junho.
- O aumento da mortalidade foi observado em todas as faixas etárias a partir dos 15 anos, com um aumento acentuado a partir dos 45 anos.
- Dois terços das vítimas tinham 75 anos ou mais, mas houve um aumento de 55% nas mortes em excesso entre pessoas de 45 a 64 anos (979 mortes).
- A região de Paris registrou um aumento de mortalidade de 100%, com 1.999 óbitos.
- A França registrou cerca de 300 mortes em excesso durante uma primeira onda de calor em maio.
- O debate político na França gira em torno da prontidão do governo para as consequências das alterações climáticas.
- O governo francês compara os números com 2003, destacando que a onda de calor atual foi mais curta (16 dias contra cerca de três semanas em 2003).
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