A solução da ciência para um dos maiores desastres ambientais do século 20, que ainda desregula o clima do planeta
Uma equipe internacional liderada por pesquisadores do Centro de Estudos Avançados de Blanes (CEAB-CSIC), na Espanha, descobriu que o antigo leito do mar de Aral, localizado entre o Cazaquistão e o Uzbequistão, tornou-se uma fonte considerável de emissões de dióxido de carbono (CO₂).
A secagem do mar de Aral liberou 748 milhões de toneladas de CO₂ na atmosfera, com potencial para mais 605 milhões. A iniciativa de plantar vegetação no leito não resolve o problema, pois a decomposição da matéria orgânica libera o gás. Pesquisadores propõem recuperar áreas do lago com um investimento de €8,5 bilhões, utilizando créditos de carbono para financiamento.
- O antigo leito do mar de Aral, entre Cazaquistão e Uzbequistão, tornou-se uma fonte significativa de emissões de CO₂.
- A secagem do lago, devido a projetos soviéticos, já liberou 748 milhões de toneladas de CO₂ e pode liberar mais 605 milhões.
- A decomposição da matéria orgânica nos sedimentos expostos, sem a cobertura de água, transforma carbono orgânico em CO₂.
- O plantio de vegetação, como saxauls negros, não impede as emissões de carbono.
- A recuperação parcial do lago, com recuperação de áreas estratégicas e gestão da água, é considerada tecnicamente possível.
- Um investimento de €8,5 bilhões poderia recuperar 50% da área original do lago, com a proposta de usar créditos de carbono para financiamento.
- A construção da barragem de Kokaral no Cazaquistão já permitiu a recuperação parcial do Pequeno Mar de Aral.
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