Graciliano Rocha: Greenspan previu que chance de o Brasil quebrar era de 50/50 nos anos 1990
Bem antes da crise de janeiro de 1999, que provocou a desvalorização do real e a adoção do regime de câmbio flutuante no segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), o Federal Reserve, a autoridade monetária dos EUA, já previa o derretimento da moeda brasileira e o risco de contágio de outras economias do planeta.
Graciliano Rocha: Greenspan previu que chance de o Brasil quebrar era de 50/50 nos anos 1990 Transcrições das reuniões do FOMC revelam que Alan Greenspan, presidente do Federal Reserve em 1998, temia a desvalorização do real e o risco de contágio econômico global a partir do Brasil. Ele questionou a sustentabilidade da política cambial brasileira e a confiança dos bancos americanos em ajudar, avaliando a chance de o Brasil ir à bancarrota em cerca de 50/50. Apesar das previsões, a crise de 1999 resultou na adoção do tripé macroeconômico, que estabilizou a economia nas décadas seguintes.
- Em 1998, Alan Greenspan, presidente do Fed, previu a desvalorização do real brasileiro e o risco de contágio econômico.
- Greenspan expressou ceticismo quanto à capacidade dos bancos americanos de manterem o financiamento do Brasil e questionou a sustentabilidade da alta taxa de juros brasileira para segurar o câmbio.
- Ele avaliou a probabilidade de o Brasil ir à bancarrota em cerca de 50/50, considerando a situação perigosa apesar de melhorias pontuais.
- A crise de câmbio de janeiro de 1999 levou à adoção do regime de metas de inflação, câmbio flutuante e disciplina fiscal, o “tripé macroeconômico”.
- Apesar da desvalorização inicial do real e de um surto inflacionário, a recessão severa prevista pelo Fed não se materializou com a intensidade esperada, e o PIB cresceu em 1999. https://economia.uol.com.br/colunas/graciliano-rocha/2026/06/22/greenspan-previu-que-chance-do-brasil-quebrar-era-de-5050-nos-anos-1990.htm
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