Djamila Ribeiro, em clima de show de diva pop, fala de racismo e red pills na Flip
A mestre em filosofia política e colunista da Folha Djamila Ribeiro quer desfazer duas confusões comuns: a de que o conceito de "lugar de fala" significa interdição do debate e a de que chamar de identitarismo a vivência dos outros é refresco.
A filósofa Djamila Ribeiro desmistificou o conceito de “lugar de fala”, explicando que ele visa abrir espaço para diversas vozes e não interdictar debates, citando a sub-representação de grupos minoritários na filosofia. Ela também abordou o “identitarismo”, afirmando que ele apenas nomeia divisões sociais já existentes, como a hierarquia de gênero e raça no Brasil, e anunciou um novo livro sobre o movimento “red pill” e suas ideias misóginas.
- Djamila Ribeiro esclarece que “lugar de fala” não significa interdição do debate, mas sim o reconhecimento de que cada indivíduo tem uma perspectiva moldada por sua posição social.
- A filósofa rebate a ideia de que o “identitarismo” é divisivo, argumentando que ele apenas nomeia as divisões sociais já existentes, como a disparidade entre homens brancos no topo e mulheres negras na base da sociedade.
- Ribeiro anunciou que está escrevendo um livro sobre o movimento “red pill”, motivada pela preocupação de sua filha e pela necessidade de educadores e pais entenderem o universo online que capitaliza sobre o ressentimento masculino.
- O lançamento de uma versão revisada de seu livro “Lugar de Fala” aconteceu em um evento lotado na Flip, com a filósofa sendo recebida com entusiasmo.
https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/07/djamila-ribeiro-em-clima-de-show-de-diva-pop-fala-de-racismo-e-red-pills-na-flip.shtml
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