Aline Sordili: Telecirurgia transporta médico por 2.700 km e testa expansão no SUS
Um paciente com câncer de reto estava no centro cirúrgico do Hospital de Amor da Amazônia, em Porto Velho (Rondônia). Parte da equipe que comandou a operação estava em Barretos, no interior de São Paulo, a cerca de 2.700 quilômetros. Em 30 de junho, as duas unidades realizaram o que o Hospital de Amor apresentou como a primeira telecirurgia robótica de longa distância do SUS.
O Hospital de Amor realizou a primeira telecirurgia robótica de longa distância do SUS, conectando Porto Velho a Barretos. O procedimento complexo visa expandir o acesso a especialistas e a formação médica, mas exige infraestrutura robusta e segue regulamentações específicas do CFM. A viabilidade econômica depende do volume de procedimentos e da redução do tempo de internação.
- Primeira telecirurgia robótica de longa distância do SUS ocorreu entre Porto Velho e Barretos, a 2.700 km de distância.
- O procedimento retirou parte do reto e cólon sigmoide do paciente em Porto Velho, comandado por cirurgiões em São Paulo.
- A telecirurgia transporta o comando do especialista, exigindo infraestrutura completa no local do paciente.
- Resolução do CFM estabelece requisitos para cirurgiões remotos e para o médico responsável pela assistência direta.
- O procedimento reduz custos e acelera a formação de médicos, mas as exigências favorecem regiões já estruturadas.
- A NR-1 abrange as condições de trabalho das equipes envolvidas, incluindo riscos psicossociais.
- Avaliação de riscos em operações remotas deve considerar carga mental e fadiga das equipes.
- A inclusão de procedimentos robóticos no SUS ocorre gradualmente, por procedimento e em hospitais habilitados.
- A economia com cirurgia robótica depende do volume de uso, despesas e redução do tempo de hospitalização.
https://economia.uol.com.br/colunas/aline-sordili/2026/07/24/telecirurgia-transporta-medico-por-2700-km-e-testa-expansao-no-sus.htm
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