Milly Lacombe: O que queremos da seleção brasileira?

Partimos para mais uma Copa. Embalados por fenômenos grandiosos desde a festa da convocação. Podemos achar tudo cafona e dissonante com a realidade do nosso futebol, mas não podemos questionar a grandiosidade dos eventos que marcaram a despedida da seleção de solo brasileiro.
Milly Lacombe: O que queremos da seleção brasileira?

Milly Lacombe: O que queremos da seleção brasileira? As festividades e a campanha em torno da seleção brasileira parecem forçar uma paixão e excelência que não correspondem à realidade, sendo mais orientadas por negócios do que por amor ao futebol. O engajamento genuíno com a equipe é perdido, substituído por um foco em estrelas como Neymar para manter o dinheiro circulando. A autora lamenta a perda da cultura, espontaneidade e vínculo com o torcedor, temendo que o futebol brasileiro se torne apenas um negócio.

  • As celebrações e a convocação da seleção parecem forçar uma paixão artificial, com eventos grandiosos e patrocinados.
  • A campanha “o hexa vem aí” foca no resultado em vez do processo, e o estádio cheio não reflete amor à camisa, mas sim poder aquisitivo e interesse em experiências superficiais.
  • Conversas com pessoas comuns revelam frieza e desinteresse genuíno pela seleção, com a Copa sendo vista mais como um evento do que uma paixão nacional.
  • O que se busca na seleção é vínculo e identificação, mas a imagem apresentada, com foco em estrelas como Neymar, não representa o Brasil.
  • A autora lamenta a perda da cultura brasileira no futebol, da espontaneidade, do vínculo com a torcida e da originalidade, transformando o esporte em um mero negócio. https://www.uol.com.br/esporte/colunas/milly-lacombe/2026/06/02/o-que-queremos-da-selecao-brasileira.htm
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