Opinião

Sociólogo, autor de “Uma Gota de Sangue: História do Pensamento Racial”. É doutor em geografia humana pela USP
Opinião

O governo brasileiro erra ao tratar as tarifas de Trump como um problema setorial e ao oferecer compensações que reforçam o protecionismo. A globalização se desloca, exigindo respostas estruturais como redução de juros e abertura comercial. Uma retaliação assimétrica estratégica, focada em itens como nióbio e aeronaves, seria mais eficaz do que a reciprocidade simétrica, buscando causar dor aos EUA para forçar uma negociação.

  • O governo brasileiro comete erros ao definir a nação como um “condomínio de setores” e ao oferecer crédito subsidiado e renúncia tributária como compensação pelas tarifas de Trump.
  • A globalização não acabou, mas se desloca, exigindo respostas estruturais como redução de juros e abertura comercial para estimular a competitividade.
  • A negociação com os EUA exige uma reação nacional capaz de causar dor, como retaliação assimétrica espelhada em itens estratégicos.
  • A retaliação calibrada deve focar em tributos sobre exportações de itens insubstituíveis a curto prazo (café, carnes, suco de laranja) e controles sobre exportações de nióbio e aeronaves.
  • O lobby da inação une setores ineficientes que buscam subsídios e setores eficientes que buscam normalidade, refletindo um “protecionismo das ideias”.
    https://www1.folha.uol.com.br/colunas/demetriomagnoli/2026/07/em-berco-esplendido.shtml
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