Leonardo Sakamoto: Após quase extinção de povo indígena, Justiça ordena demarcação no MT

Yaiku Tapayuna cresceu no Parque Indígena do Xingu, no Mato Grosso, ouvindo a mãe e os mais velhos chorarem pela terra da qual seu povo foi expulso. Mais de meio século depois da remoção forçada de seus antepassados, ele finalmente comemora um avanço: a Justiça Federal deu ao Estado brasileiro dois anos para concluir a demarcação do território originário.
Leonardo Sakamoto: Após quase extinção de povo indígena, Justiça ordena demarcação no MT

A Justiça Federal concedeu um prazo de dois anos para que o Estado brasileiro conclua a demarcação do território originário do povo Tapayuna, que foi forçado a deixar sua terra em 1970 após ataques e epidemias. A decisão judicial também incluiu uma indenização de R$ 10 milhões por danos morais coletivos e determinou um pedido de desculpas formal por parte da União e da Funai. O povo Tapayuna, que hoje conta com 444 membros, busca retornar às suas terras para garantir sua sobrevivência e cultura.

  • A Justiça Federal deu um prazo de dois anos para a demarcação do território originário do povo Tapayuna.
  • O povo Tapayuna foi expulso de sua terra em 1970, após sofrer ataques com alimentos envenenados e epidemias, que dizimaram grande parte de sua população.
  • A população Tapayuna, que chegou a ter 41 sobreviventes em 1970, hoje conta com 444 membros.
  • A Justiça condenou a União e a Funai ao pagamento de R$ 10 milhões por danos morais coletivos e determinou um pedido de desculpas oficial.
  • O processo de demarcação enfrenta a ocupação da região por grandes proprietários rurais.
  • O Estado brasileiro, durante a ditadura militar, agiu para extinguir a reserva e liberar a terra para ocupação.
    https://noticias.uol.com.br/colunas/leonardo-sakamoto/2026/07/24/apos-quase-extincao-de-povo-indigena-justica-ordena-demarcacao-no-mt.htm
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