Opinião
Professor da FGV Direito SP, mestre em direito pela Universidade Columbia (EUA) e doutor em ciência política pela USP. Autor de "Constituição e sua Reserva de Justiça" (Martins Fontes, 2023)
O Supremo Tribunal Federal (STF) julgará recursos que definirão o futuro da proteção das terras indígenas, com a Constituição de 1988 garantindo direitos originários. Decisões recentes do STF e leis aprovadas pelo parlamento têm flexibilizado essas proteções, gerando contestações por parte dos povos indígenas. O julgamento é crucial para os direitos existenciais indígenas, a preservação ambiental e o cumprimento dos compromissos do Brasil.
- A Constituição de 1988 reconheceu direitos originários dos povos indígenas sobre suas terras.
- A União falhou em demarcar as terras indígenas no prazo estipulado, gerando conflitos e invasões.
- A tese do marco temporal, que flexibilizava direitos indígenas, foi derrubada pelo STF em 2023, mas reintroduzida por lei.
- O STF adotou regras que podem levar à ‘desconstitucionalização material dos direitos indígenas’, segundo representantes.
- Ampliação de indenizações, permissão de remoção de indígenas e restrição de retomadas de terras são pontos de preocupação.
- A decisão do STF afeta não apenas os direitos indígenas, mas também a biodiversidade e as florestas brasileiras.
https://www1.folha.uol.com.br/colunas/oscarvilhenavieira/2026/07/compromisso-constitucional.shtml
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