Opinião

Tomo emprestado do jurista Joaquim Falcão a imagem da "arrogância do silêncio", recurso que alguns líderes usam para não se explicar à nação e permanecer nos cargos.
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A “arrogância do silêncio” é a prática de líderes que se recusam a explicar à nação suas despesas em viagens ao exterior, muitas vezes disfarçadas de intercâmbio científico. Eventos acadêmicos podem encobrir turismo e atividades lucrativas, com magistrados omitindo quem cobre os custos. A falta de transparência levanta questionamentos sobre a origem dos fundos e a conduta desses profissionais.

  • A “arrogância do silêncio” é utilizada por líderes para evitar explicações sobre despesas em viagens ao exterior.
  • Magistrados se recusam a informar quem paga as despesas de caravanas a título de intercâmbio científico com universidades no exterior.
  • Eventos acadêmicos podem ser usados para disfarçar turismo, encobrir lobbies e gerar lucro.
  • A Universidade de Coimbra e o STJ informaram não custear despesas de viagens e palestras de magistrados em seminários.
  • A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) admitiu ter pago despesas de um magistrado em um evento na Itália.
  • A falta de transparência sobre os custos dessas viagens levanta suspeitas sobre interesses recíprocos e a utilização indevida de recursos.
    https://www1.folha.uol.com.br/blogs/frederico-vasconcelos/2026/07/dois-lados-da-polemica-sobre-caravanas-de-juizes-a-portugal.shtml
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