Gilmar Mendes rebate acusações contra eleição presidencial e cita auditorias das urnas
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, classificou como levianas as acusações de irregularidades na eleição presidencial de 2026. A manifestação foi publicada neste domingo, após Flávio Bolsonaro voltar a questionar a apuração do segundo turno, no qual foi derrotado pelo Luiz Inácio Lula da Silva.
Mendes defendeu a confiabilidade das urnas eletrônicas, utilizadas nas eleições brasileiras há três décadas, e apresentou informações sobre os procedimentos de fiscalização realizados durante a votação. Segundo o ministro, o processo eleitoral foi acompanhado por mais de 170 observadores internacionais, além de representantes de partidos políticos e instituições brasileiras.
Entre os exemplos mencionados está a missão da Organização dos Estados Americanos, composta por 179 integrantes. De acordo com as informações divulgadas, a missão constatou correspondência entre os resultados anunciados pelo Tribunal Superior Eleitoral e os dados coletados durante o acompanhamento do pleito. O Carter Center também considerou o processo transparente e bem organizado.
Gilmar citou ainda três auditorias realizadas nos dois turnos, abrangendo todos os estados, com participação de partidos e órgãos públicos. Segundo ele, os procedimentos confirmaram a autenticidade dos programas e a correção da contagem de votos.
O ministro argumentou que os partidos de oposição também obtiveram vitórias expressivas utilizando o mesmo sistema eleitoral. O PL, por exemplo, elegeu seis governadores e bancadas relevantes no Congresso Nacional.
A diferença oficial entre os candidatos presidenciais foi de 4.430.191 votos. Lula conquistou a reeleição com aproximadamente 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro.
A manifestação ocorre em meio à reorganização das forças políticas após as eleições e à circulação de alegações sobre a apuração nas redes sociais.
Fato confirmado: Gilmar Mendes publicou a defesa do processo eleitoral e citou os procedimentos de fiscalização. As acusações de manipulação são alegações políticas; as informações disponíveis nesta reportagem não apresentam comprovação de fraude.
Fonte: UOL
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