Paradoxos de estado

Paradoxos de estado

A política é uma arte de argumentação, de iludir as pessoas, aproveitam-se da sua ignorância. Existem muitos paradoxo na política e no governo:

Retenção da Fonte

A retenção da fonte é um mecanismo que obriga os portugueses a emprestar dinheiro ao estado, correspondente a uma parte do seu salário, um adiantamento de um imposto que só deveria ser pago no ano seguinte. Além de adiantar dinheiro, certas pessoas ainda acreditam que no fim, vão receber dinheiro do estado, que o estado é “generoso”. Na prática é apenas um reembolso, a pessoa durante um ano adiantou dinheiro em demasia.

Inflação

A inflação é outro paradoxo, onde a maioria das pessoas não consegue compreender que é responsabilidade do estado. Como aumentar impostos é algo que as pessoas sentem diretamente na pele o seu impacto, torna-se numa medida impopular. Ao contrário da inflação, os cidadãos responsabilizam as empresas ou os empresários pelos aumentos de preços dos produtos, isso leva os políticos a preferir inflação do que os impostos.

Descontos nos impostos

«Fim do desconto no ISP e atualização da taxa de carbono dariam 1.132 milhões de euros, diz Conselho de Finanças Públicas»

Agora temos o caso particular, o desconto no ISP, que é das coisas mais ridículas que eu ouvi nos últimos tempos, desde quando existem descontos nos impostos. Não há um “desconto”, mas sim, uma redução no imposto. E também não existe o “fim do desconto”, mas sim, o estado vai voltar a aumentar o imposto.

Coisas Grátis

Outro paradoxo é dizer que o estado tem serviços ou produtos grátis, nada num estado é grátis. Se um cidadão não paga por um serviço que está a usufruir, é porque estão outros cidadãos a pagar por ele.


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