Governo detalha nova fase do programa Desenrola
Governo detalha nova fase do programa Desenrola Government-aligned Coberturas alinhadas ao governo retratam o novo Desenrola como um instrumento robusto de renegociação de dívidas, com fortes descontos, juros limitados a 1,99% ao mês e prazos alongados, capaz de fazer as contas voltarem a caber no bolso e de reinserir milhões de brasileiros no sistema de crédito. Ressaltam a inovação ao focar trabalhadores informais e de baixa renda, o uso responsável de garantias públicas via FGO e FGTS e a ideia de que o programa não estimula calote, mas sim organização financeira e inclusão. @uacn…9a5y @x8et…a8wy O novo Desenrola 2.0 nasce com um duplo objetivo declarado: aliviar o bolso dos endividados e puxar de volta para o sistema de crédito quem hoje vive à margem. Mas, no desenho do programa, governo e bancos olham para o mesmo problema com interesses diferentes.
De um lado, o Ministério da Fazenda vende a iniciativa como reorganização financeira, e não como perdão generalizado. Dario Durigan insiste que o programa “não deve ser interpretado como incentivo ao calote” e que o foco é fazer “a conta caber no bolso” dos brasileiros endividados.1 Na prática, isso se traduz em descontos entre 30% e 90% e juros máximos de 1,99% ao mês para dívidas de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal em atraso entre 90 dias e dois anos, com prazo de até 48 meses para pagar.2
Do outro lado, os bancos aderem, mas com condicionantes. Já abriram pré-cadastros para renegociação pelo novo Desenrola,2 porém só fecharão acordos após a liberação das garantias do FGO, fundo que cobre parte das perdas em caso de novo calote.2 Ou seja, a porta da renegociação abre, mas o tapete vermelho só é estendido quando o Tesouro compartilha o risco.
A nova fase aprofunda ainda mais essa parceria tensa. O governo prepara uma rodada voltada a trabalhadores informais e a quem está em dia, mas sufocado por juros altos,3 incluindo uma possível nova linha de crédito específica para informais, a ser anunciada entre o fim de maio e o começo de junho.4 Para Brasília, é inclusão financeira; para o sistema bancário, é mais crédito lastreado em garantias públicas. Enquanto Durigan convoca brasileiros a correrem para os apps e agências para “limpar o nome” e voltar ao mercado de crédito,3 o sucesso real do Desenrola vai depender de um equilíbrio delicado: aliviar famílias sem transformar o programa em subsídio permanente ao risco dos bancos.
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