Alcolumbre afirma que Senado debaterá PEC do fim da escala 6x1 sem pressa
Alcolumbre afirma que Senado debaterá PEC do fim da escala 6x1 sem pressa O fim da escala 6x1 virou cabo de guerra entre o Planalto, um Senado em modo “freio de mão puxado” e uma oposição que descobriu na demora uma arma política. No centro, Davi Alcolumbre faz pose de árbitro imparcial – mas a disputa é claramente eleitoral.
De um lado, o governo e sua base tratam a PEC como vitrine social para 2026: dois dias de folga por semana e redução da jornada de 44 para 40 horas, aprovada na Câmara como vitória de Lula. A pressão é por resposta rápida do Senado, com líderes governistas e parte do centrão defendendo tramitação acelerada para não deixar a pauta esfriar antes do recesso. Veículos alinhados ao governo sublinham que a Câmara levou cinco meses debatendo o texto e que há ampla maioria social e parlamentar por trás das mudanças.
Do outro lado, a oposição tenta transformar a “pressa” em sinônimo de irresponsabilidade. Ela empurra uma PEC alternativa, liderada por Rogério Marinho, que flexibiliza a jornada com foco em “hora trabalhada” e transição mais lenta, e exige audiências públicas e rito completo em comissões. Para esse campo, a conversa é menos sobre folga do trabalhador e mais sobre custos para empresas e risco de populismo trabalhista.
No meio, Alcolumbre repete o mantra: o Senado não será “carimbador” da Câmara. Ele promete “tempo razoável”, debate “sem açodamento, sem pressa” e pelo menos a CCJ no caminho da PEC, além de reunião de líderes para decidir o trajeto. Reclama das redes sociais, de ataques “da direita à esquerda” e de ameaças para decidir logo, enquanto avisa que a proposta pode – e deve – ser modificada.
No discurso, todos defendem o “debate”. Na prática, o governo corre contra o calendário eleitoral; a oposição, contra a popularidade da medida; e Alcolumbre, contra virar apenas o despachante do Planalto.
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