Flávio Bolsonaro envia carta a Marco Rubio pedindo para evitar tarifaço dos EUA
Flávio Bolsonaro envia carta a Marco Rubio pedindo para evitar tarifaço dos EUA Flávio Bolsonaro transformou uma disputa comercial bilionária em peça de campanha. Ao escrever a Marco Rubio para tentar barrar o tarifaço de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros, o senador tenta ao mesmo tempo se colocar como defensor da economia nacional e apagar o rastro político de sua viagem a Washington.
De um lado, a imprensa crítica ao bolsonarismo vê recalculo eleitoral. A CartaCapital destaca que Flávio tenta “se descolar” da proposta de tarifa e apela à “grave deterioração fiscal e econômica” para convencer os EUA a recuar, alegando que novas sanções “causariam sérios danos ao povo brasileiro”. O G1/GLOBO lê o gesto como tentativa explícita de conter desgaste na pré-campanha, lembrando que a carta surge após Lula associar o tarifaço ao encontro de Flávio com Trump. A Folha ressalta o contexto de “desgaste” e o fato de o senador se vender como futuro presidente disposto a firmar um acordo “benéfico para ambas as nações”.
Do outro lado, a mídia simpática ao bolsonarismo descreve a iniciativa como ato de grandeza. O Jornal da Cidade Online fala em “ato de grandeza” ao relatar o apelo para que o governo Trump poupe o Brasil do tarifaço. A Gazeta do Povo enfatiza que Flávio descreve um quadro de “grave deterioração fiscal e econômica” e lista recordes de inadimplência e empresas em recuperação para justificar o pedido. A Revista Oeste ecoa o mesmo roteiro: deterioração econômica, agradecimento pela inclusão de PCC e CV como terroristas e oferta de acordo comercial se eleito presidente.
Nas redes, aliados radicalizam a defesa. Eduardo Bolsonaro amplifica o discurso de que Flávio já teria pedido pessoalmente a Trump, Rubio e JD Vance: “Eu pedi expressamente ‘não taxem as empresas brasileiras’”. Já Paulo Figueiredo chama a carta de “absolutamente impecável” e pinta o senador como “a maior barreira entre tarifas e o Brasil”, acusando Lula de “querer ver o país pegar fogo”.
Em comum, todos admitem: a canetada em Washington pode custar caro aqui. A divergência é quem paga a conta política.
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