Ponte de R$ 36 milhões desaba no Acre e deixa feridos
Ponte de R$ 36 milhões desaba no Acre e deixa feridos Uma ponte milionária que mal saiu da infância já virou ruína. Em Sena Madureira (AC), a Frei Paolino Baldassari, inaugurada há pouco mais de dois anos ao custo de R$ 36 milhões, cedeu em massa, deixando quatro feridos e uma disputa feroz sobre de quem é a culpa.
Oposição: símbolo de desperdício e impunidade
Para veículos alinhados à oposição, o desabamento é mais um retrato do colapso da infraestrutura pública e da impunidade. A obra é descrita como a “ponte de quase R$ 40 milhões” que ruiu “um dia depois de interdição”, sublinhando o contraste entre o valor gasto e a velocidade do colapso. Outro texto destaca o absurdo de uma “ponte de R$ 36 milhões [que] desaba no Acre apenas dois anos após inauguração”, reforçando a ideia de obra cara, recente e malfeita.
A narrativa enfatiza também a reincidência histórica: grandes obras que caem, ninguém punido e fiscalização frouxa — um padrão que a oposição tenta colar à gestão estadual como um todo.
Governo: culpa na construtora, perícia no horizonte
Do lado governista, o foco é deslocar a responsabilidade para a Construtora Cidade e para fatores técnicos específicos. A cobertura destaca o fato de a ponte, “inaugurada há dois anos, após ter sido construída a um custo de mais de R$ 36 milhões”, ter sido interditada preventivamente e estar “dentro do período de garantia”, como lembrou a governadora Mailza Assis, que promete que a empresa “será responsabilizada”.
Reportagens alinhadas ao governo sublinham que o contrato foi na modalidade integrada, em que a construtora “assumiu integralmente a responsabilidade pelo projeto básico, projeto executivo e execução da obra”, e que o Acre vai acionar a Justiça para obrigar a empresa a reconstruir a travessia, reparar danos e ter bens bloqueados. Também ventilam causas como alterações nas margens do rio Iaco.
No meio do embate, as vítimas
Enquanto governo e oposição duelam pelo enquadramento político, o drama humano é contado em detalhes. Matérias relatam que quatro pessoas ficaram feridas, com ao menos uma “em estado gravíssimo, com traumatismo craniano e fratura na região pélvica”. O caminhoneiro Weverton Murieta descreve: “Caí direto no rio e consegui nadar até encontrar um ponto de apoio para subir novamente” — em outro relato, ele lembra que “bati no fundo do rio e consegui voltar”.
Entre os feridos está o ex-juiz Edinaldo Muniz, que gravava uma live denunciando as avarias na ponte interditada quando ela desabou. O elo entre denúncia, imprudência na área interditada e desastre vira munição para todos os lados — mas não reconstrói a ponte, nem apaga o fato de que uma obra caríssima ruiu em tempo recorde.
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