Ministro do TSE suspende pesquisa da AtlasIntel que mostrava queda de Flávio Bolsonaro
Ministro do TSE suspende pesquisa da AtlasIntel que mostrava queda de Flávio Bolsonaro O TSE travou uma pesquisa que mostrava Flávio Bolsonaro derretendo nas intenções de voto – e, com isso, acendeu duas suspeitas opostas: pesquisa enviesada ou Justiça eleitoral censurando o termômetro da opinião pública.
O lado de Kassio, PL e campanha de Flávio
Na versão oficial, Kassio Nunes Marques agiu para proteger a neutralidade das pesquisas. O presidente do TSE viu “indícios de comprometimento da metodologia” e possível “utilização do questionário como mecanismo de indução do entrevistado”, ao suspender o levantamento AtlasIntel/Bloomberg que registrou queda de cerca de cinco a sete pontos de Flávio em cenário de segundo turno contra Lula. Das 49 perguntas, oito tratavam diretamente do Banco Master, em sequência, e incluíam um áudio da conversa entre o senador e o banqueiro Daniel Vorcaro, algo ausente em outras 27 pesquisas da mesma empresa. Para o PL, isso não mede opinião, “produz contexto” e “contamina e induz as respostas dos entrevistados”.
O lado da AtlasIntel
A AtlasIntel reage dizendo exatamente o contrário: que o contexto veio depois. O instituto afirma que o questionário principal foi “integralmente concluído e submetido antes de qualquer contato do participante com o conteúdo audiovisual” e que o teste de áudio tinha “finalidade analítica distinta”. Em nota, diz pautar seu trabalho por “imparcialidade, rigor científico e precisão” e lembra ter sido “a mais precisa em 102 eleições em todo o mundo nos últimos 7 anos”. A empresa não vai recorrer, aposta no plenário do TSE e afirma estar “tranquila e confiante” de que a análise técnica confirmará “a robustez técnica e a legalidade do estudo”.
O lado político e o jogo maior
Para críticos, Kassio repete o modelo concentrador de Alexandre de Moraes ao se incluir no grupo que decide ações de propaganda e, logo em seguida, assinar sua primeira grande liminar em benefício de Flávio. Analistas falam em “guerra das pesquisas” em 2026, com o foco deixando de ser só o número final e indo para a ordem das perguntas, o uso de áudios e até o que é, afinal, informação legítima ou propaganda disfarçada.
Enquanto isso, nas redes, a hashtag “Flávio Bolsonaro ditador” virou munição de quem vê censura onde o TSE diz ver método.
https://resumosbrasil.com/stories/019ea937-9f36-18d7-70e1-2ee021161860
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