UFC realiza evento na Casa Branca para celebrar aniversário de Trump
UFC realiza evento na Casa Branca para celebrar aniversário de Trump Um octógono gigante no gramado sul, jatos militares sobrevoando a residência oficial e 80 mil fãs em telões nos arredores: a Casa Branca virou arena de UFC, e o aniversário de 80 anos de Donald Trump virou, também, campo de batalha político.
Espetáculo ou abuso do endereço mais poderoso do mundo?
Os dois lados concordam em uma coisa: o evento foi inédito e monumental. O “UFC Freedom 250” levou mais de 4 mil convidados ao jardim presidencial, sob uma estrutura de 28 metros apelidada de “A Garra”, com sete lutas, show aéreo dos Blue Angels e Thunderbirds e fan zone para 80 mil pessoas em parque ao lado. Pelo card passaram 14 estrelas do UFC, incluindo o brasileiro Alex Poatan, que buscava se tornar tricampeão, mas acabou nocauteado por Ciryl Gane, e Justin Gaethje, que derrotou Ilia Topuria e levou o cinturão dos leves na luta principal.
Para veículos críticos, o problema não é o porte do show, mas o endereço. A cena de um octógono no jardim presidencial é tratada como nova etapa na “degradação” da Casa Branca por um presidente acostumado a quebrar protocolos, num evento recheado de polêmicas: de patrocínios controversos a um ataque misógino de um lutador contra uma ex-primeira-dama, feito ao microfone diante de Trump.
Base trumpista vibra: “ótima ideia”
Já influenciadores alinhados ao ex-presidente enxergam o oposto: um gol de placa cultural e político. “Muito legal o UFC na Casa Branca, e no dia do aniversário do Trump!”, celebrou Rodrigo Constantino. Allan dos Santos ecoou o entusiasmo: Trump “simplesmente resolveu que seria uma boa ideia fazer um UFC no quintal da Casa Branca. E realmente foi uma ótima ideia”, descrevendo a entrada do presidente com Dana White como “épica” e dizendo que ele “farmou aura demais”.
Outros apoiadores transformaram o octógono em arma de guerra cultural: quem critica o uso da Casa Branca para UFC seria o mesmo grupo que aplaudiu Joe Biden abrir o local para uma festa com “travestis fazendo topless”, acusam, em comparação direta para relativizar o choque com o evento de lutas.
No fim, o UFC na Casa Branca dividiu o país como um card principal: para uns, um show “além do imaginável”; para outros, mais um soco no simbolismo institucional da residência presidencial.
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