Romeu Zema é desconvidado de evento do Novo em SC após críticas a Flávio Bolsonaro

O diretório do partido Novo em Santa Catarina desconvidou o pré-candidato à Presidência Romeu Zema de um evento partidário. A decisão foi tomada após Zema fazer críticas ao senador Flávio Bolsonaro, e o diretório estadual ameaçou não apoiar a candidatura de Zema se sua comunicação não mudar, citando a necessidade de unir a direita contra o PT.
Romeu Zema é desconvidado de evento do Novo em SC após críticas a Flávio Bolsonaro

Romeu Zema é desconvidado de evento do Novo em SC após críticas a Flávio Bolsonaro A direita que promete “união” para 2026 não consegue nem dividir o mesmo palco em 2024. O desconvite de Romeu Zema para um evento do Novo em Santa Catarina expõe a guerra fria entre liberais e bolsonaristas — todos dizendo mirar o PT, mas atirando uns nos outros.

De um lado, o diretório do Novo em SC posa de bombeiro. Na nota, defende que o momento exige “esforços voltados à união da direita brasileira” para “derrotar o PT e retirar a esquerda do poder em 2026”, com foco em emprego, segurança e custo de vida. O recado vem com faca na mesa: se Zema não promover “mudança drástica e imediata na equipe de comunicação”, o diretório “deverá se posicionar contrariamente” à sua indicação como candidato à Presidência. Ou seja, discurso de paz com método de veto.

Do outro lado, o campo bolsonarista responde na base do grito. Eduardo Bolsonaro foi às redes com um seco “Cala a boca, Zema!”, expondo o racha ao vivo para a militância. Em outro ataque, atacou o Novo como parte do “establishment” e ironizou a “união da direita” ao lembrar que o partido votou com PT e MBL na cassação de um vereador do PL em Joinville.

Zema, por sua vez, tenta se equilibrar na corda bamba. Depois de chamar de “imperdoável” o pedido de milhões de reais por Flávio Bolsonaro a Daniel Vorcaro para financiar o filme sobre Jair Bolsonaro e dizer que “quem anda com bandido merece ser visto com cautela”, recuou no tom, tratou o episódio como “página virada” e garante que, num segundo turno contra o PT, apoiaria o próprio Flávio.

No papel, todos defendem uma “alternativa forte e competitiva” à esquerda. Na prática, o que se vê é um bloco que promete união para 2026, mas entrega cancelamento, desconvite e tweet raivoso em 2024.

https://resumosbrasil.com/stories/019ece8d-fb77-0f56-7389-1e45f7f5bc14

Write a comment