Moraes nega adiamento e mantém julgamento de Eduardo Bolsonaro para terça-feira

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, negou um pedido da Defensoria Pública da União para adiar o julgamento do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, mantendo a sessão para esta terça-feira (16). Bolsonaro é réu por coação no curso do processo por supostamente ter pressionado autoridades americanas contra o Brasil.
Moraes nega adiamento e mantém julgamento de Eduardo Bolsonaro para terça-feira

Moraes nega adiamento e mantém julgamento de Eduardo Bolsonaro para terça-feira O Supremo vai julgar Eduardo Bolsonaro com a Primeira Turma desfalcada – e é justamente aí que começa a briga política e narrativa em torno do caso. Para uns, é o funcionamento normal da Justiça; para outros, mais um capítulo de perseguição ao bolsonarismo.

De um lado, veículos alinhados ao governo tratam o julgamento como ajuste de contas. O Vermelho diz que “a conta por agir contra o Brasil e a favor do tarifaço dos EUA chegou” e que “o cerco está se fechando para o bolsonarismo”. A CartaCapital ressalta que a Primeira Turma decidirá se “condena ou absolve” Eduardo pela denúncia de coação no processo da “trama golpista” e descreve passo a passo o rito do julgamento, sublinhando que a acusação aponta conluio com o governo dos EUA para pressionar o STF em favor de Jair Bolsonaro.

Do outro lado, a oposição pinta um quadro bem diferente. A Revista Oeste destaca que Moraes manteve o julgamento mesmo com a Turma incompleta e que a ação envolve a suposta defesa de sanções e de um “tarifaço” contra exportações brasileiras, além de suspensão de vistos de integrantes do governo e de ministros do STF. O Jornal da Cidade Online fala em acusação “absurda” de coação, alerta para pena de até quatro anos de prisão e dramatiza que “algo terrível” pode acontecer à “família Bolsonaro — que sofre tanta perseguição”.

Já a Gazeta do Povo enfatiza o aspecto processual: Moraes rejeitou o pedido da Defensoria Pública da União para adiar a sessão e convocar ministro extra e registrou que, com quatro integrantes, “o quórum está plenamente preenchido”. Paralelamente, a AGU tenta blindar o ministro em outro front, pedindo que o Brasil intervenha na ação movida por Rumble e Trump Media na Flórida, caso que também rende ataques em redes sociais, como o alerta de Rodrigo Constantino sobre “risco de revelia no caso Rumble”.

No centro da arena, Moraes afirma que não há violação ao juiz natural ou à colegialidade, enquanto oposição e governismo disputam: é Justiça em funcionamento ou Justiça em guerra?

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