Polícia investiga morte do cão comunitário Maninho em Santa Catarina

A Polícia Civil de Santa Catarina está investigando a morte do cão comunitário Maninho, em Balneário Camboriú. O animal foi encontrado com ferimentos graves e não resistiu, em um caso tratado como suspeita de maus-tratos. O incidente reacende o debate sobre a proteção animal no estado.
Polícia investiga morte do cão comunitário Maninho em Santa Catarina

Polícia investiga morte do cão comunitário Maninho em Santa Catarina A morte do cão comunitário Maninho, em Balneário Camboriú, expôs de novo a ferida aberta da proteção animal em Santa Catarina. Entre promessas de “prioridade máxima” e leis recém-aprovadas, fica a pergunta incômoda: o que mudou na prática?

De um lado, a investigação oficial. A Polícia Civil trata o caso como suspeita de maus-tratos, repetindo o roteiro que o estado já viu meses atrás com o cão Orelha, em Florianópolis, cuja morte levou à revisão das regras de proteção animal e à criação da chamada “Lei Orelha”. Maninho, registrado como cão comunitário na Praia do Estaleiro, desapareceu no fim de maio e foi encontrado horas depois às margens da BR‑101, gravemente ferido, após o rastreador apontar sua localização; passou por cirurgia, mas não resistiu.

Do outro lado, a cobrança pública. A prefeitura afirma que acompanhou o caso desde o sumiço, acionou a Guarda Municipal, monitora a situação via Departamento de Proteção Animal e diz tratar o episódio como prioridade, em contato constante com a Polícia Civil. Em nota política, o discurso é duro: a prefeita Juliana Pavan declarou que “não há nada mais justo do que buscar respostas concretas para o que aconteceu com o Maninho” e cobrou identificação e responsabilização dos envolvidos.

Na arena mais ampla, o caso vira munição para quem vê um abismo entre o texto da lei e a realidade da rua. A legislação municipal que reconhece cães e gatos comunitários e garante alimentação, abrigo e assistência veterinária é apontada como avanço, mas a repetição de episódios violentos após a “Lei Orelha” alimenta o argumento de que a engrenagem de fiscalização e punição continua frouxa.

Entre a formalidade dos inquéritos e a indignação de ativistas, Maninho se torna símbolo de um sistema que reage depois da tragédia — e ainda não convenceu que sabe agir antes dela.

https://resumosbrasil.com/stories/019ed122-7d0b-1f8d-73db-35d8de1ddd77

Write a comment