Mbappé marca dois, supera recordes e garante vitória da França sobre o Senegal

Kylian Mbappé marcou dois gols na vitória da França por 3 a 1 sobre o Senegal na estreia da Copa do Mundo. Com os gols, ele ultrapassou Olivier Giroud como maior artilheiro da história da seleção francesa e superou Pelé e Messi em número de gols marcados em Copas, chegando a 14.
Mbappé marca dois, supera recordes e garante vitória da França sobre o Senegal

Mbappé marca dois, supera recordes e garante vitória da França sobre o Senegal Mbappé transformou uma estreia nervosa em Nova Jersey em rito de coroação: dois gols, virada sobre o Senegal e uma chuva de recordes que agora colocam o francês na mesma frase que Pelé, Messi, Ronaldo e Klose.

Recordes, narrativa oficial e euforia midiática

A imprensa alinhada ao establishment esportivo trata a noite como capítulo inevitável da história. No ge, o tom é de consagração: “Mbappé gols em Copas do Mundo: craque supera Pelé e iguala Messi” antes mesmo do segundo gol desta terça, enquanto o Brasil 247 destaca que ele “decide, bate recorde histórico e França vence Senegal em estreia na Copa”.

Veículos franceses exaltados pela mídia brasileira falam em Mbappé “na história” e “inevitável” para a vitória, após chegar a 58 gols pela seleção e assumir o topo da artilharia dos Bleus. A Folha registra que ele “marca, supera Pelé e Messi” em Copas e vira o novo rosto da obsessão francesa pelo tri mundial. Outro texto crava: “Mbappé supera Pelé em gols em Copas do Mundo e exalta o Rei”, com o próprio atacante dizendo que Pelé “é o rei, o melhor”.

Deschamps embarca nessa narrativa: chama o camisa 10 de “excepcional” e diz que ele “tem a capacidade de mudar uma partida, fazer a equipe ganhar, mesmo tão novo”. Colunistas como Milton Neves descrevem Senegal como “valente”, mas afirmam que “segurar a França é a tarefa mais difícil desta Copa”, enquanto Milly Lacombe vê no segundo tempo “o futebol em seu máximo esplendor” e define: “É um timaço sem sombra de dúvida”.

Até nas redes o roteiro é de redenção: “Criticado no primeiro tempo, Mbappé encerra jogo contra Senegal exaltado nas redes”.

O outro lado: festa com ressalvas

A imprensa mais crítica também enxerga um evento histórico, mas enfatiza a dimensão quase obsessiva dos recordes: “França derrota Senegal; Mbappé passa Pelé, Messi, Fontaine e Giroud e inicia caça à Klose”. UOL e Folha lembram que, apesar do 3 a 1 e dos 14 gols em Copas que o colocam a dois de Klose, a França fez um primeiro tempo sofrível, com apenas um chute e sob forte pressão senegalesa.

O próprio Mbappé, entre desafiante e blasé, devolve às críticas com ironia: “teria que jogar até os 80 anos se quisesse calar os críticos”. Ele admite que a França esteve “abaixo do esperado” na estreia, mas reforça: “faço parte da história do meu país”.

Entre mito e realidade

Se o bloco governista e a mídia esportiva constroem o mito — artilheiro histórico da França, à frente de Pelé e Messi, e prestes a caçar Klose — o contraponto lembra que, por 45 minutos, a zebra senegalesa rondou o MetLife. A Copa mal começou, mas a disputa entre o culto a Mbappé e a análise fria do jogo já está em campo.

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