Gana vence o Panamá por 1 a 0 com gol nos acréscimos na Copa do Mundo

Com um gol de Caleb Yirenkyi nos acréscimos do segundo tempo, a seleção de Gana venceu o Panamá por 1 a 0 em sua estreia na Copa do Mundo. A partida, válida pelo Grupo L, foi marcada pela ausência do jogador ganês Thomas Partey, que teve seu visto de entrada no Canadá negado.
Gana vence o Panamá por 1 a 0 com gol nos acréscimos na Copa do Mundo

Gana vence o Panamá por 1 a 0 com gol nos acréscimos na Copa do Mundo Gana arrancou três pontos nos acréscimos, mas a vitória por 1 a 0 sobre o Panamá virou menos um jogo e mais uma disputa de narrativa: genialidade tática ou castigo cruel em um duelo tecnicamente pobre?

De um lado, a imprensa alinhada à visão oficial da seleção ganesa vende épico e controle. Para a Folha, o roteiro é o da maldição panamenha: “Panamá leva gol no fim, perde de Gana e continua zerado em Copas”. O UOL reforça o drama do fim e a estética do caos: “Gana brilha nos acréscimos e vence Panamá em jogo com final caótico”. Já o Brasil 247 destaca o aspecto físico e travado, com um duelo de “pouca fluidez ofensiva e raras chances claras de gol”.

Na boca dos técnicos, o contraste é ainda mais nítido. Carlos Queiroz se coloca como estrategista que armou a emboscada perfeita: “Nós vencemos o jogo com nossa inteligência… Deixar eles virem e passar a controlar, controlar, controlar e, então, marcar o gol”. Do outro lado, Thomas Christiansen assume o papel de vítima da própria ingenuidade: “A verdade é que é uma forma feia de perder… entramos no jogo de Gana, dando chutões sem sentido… e numa Copa isso te castiga”.

A oposição midiática compra menos o heroísmo e mais o contexto. A Fórum lembra que “o jogo foi muito fraco” e que “o zero no placar seria justo” até o contra-ataque final de Caleb Yirenkyi aos 50 do segundo tempo. Também insiste no peso político-moral da ausência de Thomas Partey, acusado de sete crimes sexuais, ressaltando que Queiroz o defendeu com a frase: “Vivemos em um mundo em que as pessoas estão sendo punidas antes de serem culpadas”.

Enquanto o GE registrava, em tempo real, um 0 a 0 arrastado que só se decidiu no apagar das luzes, as redes ironizavam o desespero final panamenho, comparando a saída de bola ao caos tático de um velho Vasco de Alberto Valentim.

No papel, Gana começa “bem” no Grupo L. No gramado e no debate público, a vitória revelou fissuras: entre plano e improviso, entre estratégia e sorte, entre resultado e espetáculo.

https://resumosbrasil.com/stories/019ed8db-cf22-019c-710d-12b93e9fc55e

Write a comment