Alan Greenspan, ex-presidente do Fed, morre aos 100 anos

O economista Alan Greenspan, que presidiu o Federal Reserve (banco central dos EUA) por quase 19 anos, faleceu aos 100 anos em casa devido a complicações da doença de Parkinson. Sua gestão, de 1987 a 2006, foi marcada por um longo período de expansão econômica, mas seu legado é debatido, especialmente após a crise financeira de 2008.
Alan Greenspan, ex-presidente do Fed, morre aos 100 anos

Alan Greenspan, ex-presidente do Fed, morre aos 100 anos Alan Greenspan morreu aos 100 anos, mas a batalha pelo sentido de seu legado está só começando. Para uns, maestro da prosperidade; para outros, arquiteto da crise que explodiu quando ele já deixara o palco.

O obituário oficial: maestro da expansão

Veículos alinhados ao establishment tratam Greenspan como um gigante institucional. Brasil 247 o define como “um dos economistas mais influentes da história recente dos Estados Unidos” que comandou o Fed por quase 19 anos, sob quatro presidentes e em cinco mandatos consecutivos. UOL reforça o peso dessa longevidade ao lembrar que ele “conduziu a política monetária dos Estados Unidos por cinco mandatos” e foi o rosto do banco central em diferentes governos.

A Folha enquadra sua trajetória como a de um “maestro” liberal, defensor do laissez‑faire, que generalizou sua experiência para celebrar o “livre mercado competitivo como força do bem”.

A direita opositora: respeito com ressalvas

Na imprensa de oposição, o tom é respeitoso, mas menos reverente. A Revista Oeste lembra que Greenspan “marcou época à frente do Federal Reserve”, atravessou quatro governos e foi central nos anos de “expansão econômica e estabilidade macroeconômica”. O Jornal da Cidade Online o chama diretamente de “um dos mais influentes economistas da história”.

Mas o elogio vem com asterisco: esse mesmo legado “permaneceu objeto de debate”, já que, após 2008, suas políticas de juros baixos e defesa da desregulamentação passaram a ser apontadas como parte da origem da crise financeira. A Folha resume o pêndulo: de “grande responsável por um longo período de prosperidade econômica” a “principal culpado” pela crise de 2008.

A memória ideológica

No debate de direita, a nostalgia dá a última palavra. Rodrigo Constantino diz que fica “com o Greenspan da década de 1960 na memória, o seguidor de Ayn Rand que escreveu em defesa do padrão‑ouro contra o poder político de criar inflação”.

Entre maestro da globalização e herege arrependido do mercado perfeito, Greenspan sai de cena como ele viveu: no centro da disputa sobre quem realmente pilota a economia.

https://resumosbrasil.com/stories/019ef008-f4f5-2d25-708f-0a1b9e45800b

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