Defesa de Bolsonaro pede mais tempo com advogados antes de depoimento
Defesa de Bolsonaro pede mais tempo com advogados antes de depoimento A nova ofensiva jurídica de Jair Bolsonaro expõe, de um lado, o discurso de “ampla defesa”; de outro, a suspeita de que o ex-presidente tenta ganhar tempo às vésperas de uma semana decisiva para seu futuro penal e político.
A defesa pediu a Alexandre de Moraes, do STF, que acabe com o limite de tempo para encontros com os advogados antes do depoimento sobre a arma registrada em nome de Bolsonaro e apreendida com um integrante de sua segurança. Os patronos alegam que a medida é “indispensável ao pleno exercício da garantia constitucional da ampla defesa”. Querem uma reunião preparatória sem restrições de horário, alegando necessidade de “plena interlocução” com o cliente.
Nos veículos alinhados à direita liberal e conservadora, o foco é o rito jurídico e a condição médica do ex-presidente. A Revista Oeste ressalta que Bolsonaro está em prisão domiciliar humanitária e prestará depoimento presencial, já que está proibido de usar meios eletrônicos de comunicação. A Gazeta do Povo sublinha o caráter técnico do pedido e lembra que Moraes autorizou a domiciliar “pelo prazo inicial de 90 dias”, a ser reavaliado agora com possível perícia médica.
Já a Revista Fórum adota tom abertamente crítico, dizendo que a defesa “quer mais tempo para defender o indefensável: o porte da arma”. Para esse campo, a flexibilização das visitas não é questão de garantia constitucional, mas parte de uma estratégia para blindar Bolsonaro em mais um inquérito sensível, justamente às vésperas do fim do benefício humanitário.
Em comum, todos os lados reconhecem: o interrogatório sobre a pistola apreendida em blitz e a decisão de Moraes sobre a continuidade da prisão domiciliar transformam esta semana num teste de estresse entre garantias individuais, poder de polícia e o alcance da responsabilização de um ex-presidente.
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