Abelardo de la Espriella lidera apuração preliminar na eleição presidencial da Colômbia

A contagem preliminar dos votos na Colômbia aponta uma vitória apertada para o candidato de direita Abelardo de la Espriella sobre o esquerdista Iván Cepeda. Cepeda e seu partido pediram a recontagem oficial dos votos e a impugnação de milhares de mesas. Líderes da direita internacional, como Donald Trump, parabenizaram Espriella antes do resultado final.
Abelardo de la Espriella lidera apuração preliminar na eleição presidencial da Colômbia

Abelardo de la Espriella lidera apuração preliminar na eleição presidencial da Colômbia A Colômbia saiu das urnas em suspense: enquanto a direita já trata Abelardo de la Espriella como presidente, a esquerda insiste que nada acaba antes do escrutínio final.

De um lado, a direita celebra um “Bukele colombiano” que teria derrotado o campo progressista por pouco mais de 250 mil votos em um segundo turno recorde de participação. A Brasil Paralelo o descreve como advogado criminalista, empresário e figura midiática de discurso “de segurança com mão dura” e oposição frontal a Gustavo Petro. Em tom triunfalista, analistas conservadores já falam em “direita vence na Colômbia” e em consolidação de uma “onda azul” que torna a direita maioria na América do Sul.

Essa euforia não é só local. Trump o apoiou na campanha e o cumprimentou pela “grande vitória”, prometendo uma relação “poderosa” entre Washington e Bogotá. O UOL sublinha o personagem: um “showman” milionário, pró‑Trump, que mistura comícios espetaculosos, promessa de “mão de ferro” e referências a Milei e Bukele. Trumpistas e bolsonaristas brasileiros celebram, dizendo que a vitória torna a América Latina “mais segura e aberta às ideias empreendedoras” e que “agora só falta o Brasil”.

Do outro lado, a narrativa é bem menos épica. A Fórum lembra que a pré‑contagem aponta uma diferença milimétrica – 49,93% contra 48,43% –, o que torna “politicamente irresponsável cravar a vitória” com base apenas na apuração rápida. CartaCapital fala abertamente em vitória da “extrema‑direita” e destaca que Iván Cepeda pede calma aos apoiadores e cobra que o rival “não o ameace”, após ouvir de Espriella que “o tigre pode morder ainda mais forte do que mordeu nas urnas”.

Nos bastidores, Petro e Cepeda tentam anular mais de 33 mil mesas sob suspeita, enquanto protestos com bandeiras dos EUA queimadas e choques com a polícia mostram um país partido ao meio. Entre quem vê a queda do “socialismo” nas ruas e quem enxerga um extremista cercado de polêmicas pessoais à beira do poder, a Colômbia virou laboratório de um embate continental: segurança com “tigre” ou democracia sob contestação.

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