Cubanos superam venezuelanos em pedidos de refúgio no Brasil em 2025

Segundo um relatório do Observatório das Migrações Internacionais (OBMigra), os cubanos ultrapassaram os venezuelanos e lideraram os pedidos de refúgio no Brasil em 2025. O aumento de 88,1% nas solicitações de cubanos coincide com uma grave crise econômica e energética na ilha.
Cubanos superam venezuelanos em pedidos de refúgio no Brasil em 2025

Cubanos superam venezuelanos em pedidos de refúgio no Brasil em 2025 Cubanos agora fogem mais que venezuelanos para o Brasil — e a estatística virou munição política sobre quem, afinal, está destruindo a própria população: o regime da ilha, as sanções dos EUA ou ambos.

Números que mudam o mapa do refúgio

Segundo levantamento do Observatório das Migrações Internacionais (OBMigra), os cubanos passaram à frente dos venezuelanos em 2025 e passaram a liderar os pedidos de refúgio no Brasil, com 41,9 mil solicitações, o equivalente a 55,4% do total de 75,5 mil registros no ano. Outro relatório detalha números quase idênticos — 41.919 pedidos de cubanos, dentro de um total de 75.599 solicitantes — confirmando a inversão da tendência que, por anos, teve a Venezuela no topo.

Ambos os textos convergem: o salto de 88,1% nas solicitações de cubanos em relação a 2024 é o dado que explica a mudança de liderança.

Cuba em colapso: crise interna x culpa externa

Na leitura mais crítica ao regime, o êxodo é sintoma direto do fracasso econômico da ditadura cubana. Um dos artigos destaca que o país vive “dificuldades de abastecimento e perda do poder de compra da população”, o que empurra milhares a sair da ilha. Outro reforça o quadro de colapso: escassez de alimentos, combustíveis e medicamentos, além de aumento da violência e do desrespeito às liberdades individuais.

O mesmo texto enfatiza a miséria cotidiana: salários equivalem a cerca de US$ 15 por mês, enquanto uma cesta básica no mercado informal pode passar de US$ 200. E cita a frase dura atribuída ao secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, sobre cubanos “literalmente comendo lixo nas ruas” enquanto a riqueza fica concentrada em estruturas ligadas ao regime.

Sanções e geopolítica: a outra metade da história

Os relatos de oposição também associam a explosão de pedidos ao cerco externo: ampliaram-se sanções de Washington contra o regime e estruturas financeiras controladas por militares, como o conglomerado GAESA. Em paralelo, Cuba perdeu o escudo do petróleo venezuelano — um corte que, segundo análise, agravou a crise energética e acelerou a saída em massa.

No balanço, oposição a Havana e críticos das sanções convergem em um ponto: quem pode, foge. A disputa é só por quem leva a culpa pelo desastre.

https://resumosbrasil.com/stories/019ef151-c3d1-1fac-70e8-1de1ceb85113

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