Pesquisa Ipsos-Ipec mostra desaprovação de 50% ao governo Lula

Pesquisa do instituto Ipsos-Ipec aponta que 50% dos brasileiros desaprovam a maneira como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva governa, enquanto 44% aprovam. A avaliação do governo como "ruim ou péssimo" é de 38%, e como "ótimo ou bom" é de 32%, indicando estabilidade em relação a levantamentos anteriores.
Pesquisa Ipsos-Ipec mostra desaprovação de 50% ao governo Lula

Pesquisa Ipsos-Ipec mostra desaprovação de 50% ao governo Lula A nova pesquisa Ipsos-Ipec sobre o governo Lula chega com um recado misto: o país continua rachado ao meio, mas sem sinais de virada dramática no horizonte.

De um lado, veículos alinhados ao governo sublinham a fotografia mais dura dos números brutos: metade do eleitorado desaprova a forma como Lula governa, enquanto 44% aprovam. A avaliação consolidada repete o quadro: 38% veem o governo como “ruim ou péssimo” e 32% como “ótimo ou bom”, com 28% classificando como “regular”. A palavra-chave nesse campo é “estabilidade”: as oscilações desde março estão dentro da margem de erro, o que impede falar em deterioração acelerada.

Essas leituras também destacam o mapa sociopolítico da popularidade. A aprovação se ancora entre quem votou em Lula em 2022, os menos escolarizados, moradores do Nordeste, católicos e a faixa de renda até um salário mínimo. Um recorte específico celebra que “católicos confiam mais em Lula que evangélicos”, com 51% de confiança entre católicos, enquanto a desconfiança chega a 70% entre evangélicos.

Do outro lado, a oposição tenta vestir os mesmos números com outra moldura. A ênfase recai no fato de que a rejeição de Lula cai e a avaliação regular aumenta, ainda que o saldo geral siga negativo. A proporção que considera o governo “ruim ou péssimo” recuou de 40% para 38%, enquanto o “regular” saltou de 24% para 28%, leitura vendida como ligeira “descompressão” do desgaste.

Nos dois campos, porém, há um diagnóstico comum: o cenário permanece estável e profundamente polarizado — com um governo encurralado entre aprovação sólida em seus redutos tradicionais e resistência persistente entre eleitores de Bolsonaro, evangélicos, mais escolarizados e de maior renda.

https://resumosbrasil.com/stories/019ef151-c5aa-3ad8-73fb-186fe5b385d8

Write a comment