Fachin definirá relator do caso 'Dark Horse' após pedido da PGR e manifestação de Moraes
Fachin definirá relator do caso ‘Dark Horse’ após pedido da PGR e manifestação de Moraes O thriller jurídico do momento não está nos cinemas, mas no plenário do Supremo: o futuro do caso “Dark Horse” virou disputa de relatoria, com impacto direto sobre Jair, Flávio e Eduardo Bolsonaro.
De um lado, a oposição a Bolsonaro tenta ampliar o cerco político e jurídico. A notícia-crime de Lindbergh Farias pede investigar “possíveis irregularidades relacionadas ao financiamento do filme Dark Horse”, ligando o longa às negociações de Flávio com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, e à atuação de Eduardo nos EUA. Para esse campo, o passo de Alexandre de Moraes ao enviar o caso à Presidência do STF é apenas um trâmite para definir quem vai tocar um inquérito que, na prática, já mira a família inteira.
Do outro lado, veículos alinhados à narrativa bolsonarista tratam o movimento como recuo de Moraes e vitória da PGR. Falam em decisão “inesperada” do ministro ao encaminhar a notícia-crime a Fachin, sublinham que a PGR quer que o caso “saia das mãos de Moraes” e ecoam a tese de que os fatos já estão com André Mendonça, relator do Caso Master.
Já a imprensa mais institucional enxerga um jogo de xadrez regimental, não de heróis e vilões. Destaca que a PGR “se manifestou pelo envio do caso a Mendonça” por conexão com investigações já em curso, que Fachin decidirá se o processo “ficará com Moraes ou Mendonça no STF” — ou até se haverá redistribuição — e que tudo gira em torno de quem é prevento para julgar o suposto financiamento irregular do filme.
No fundo, todos concordam em algo: o caso Dark Horse já ultrapassou a tela do cinema. A briga agora é sobre quem vai dirigir o próximo ato no Supremo.
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