Bolsonaro presta depoimento à polícia sobre arma apreendida em Brasília

O ex-presidente Jair Bolsonaro prestou depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal sobre uma pistola registrada em seu nome que foi apreendida com um de seus seguranças. Em uma oitiva que durou poucos minutos, a defesa reiterou que a arma havia sido entregue para conserto após apresentar uma falha.
Bolsonaro presta depoimento à polícia sobre arma apreendida em Brasília

Bolsonaro presta depoimento à polícia sobre arma apreendida em Brasília A pistola Glock 9mm de Jair Bolsonaro virou mais que peça de armaria: é munição política em plena reta final da prisão domiciliar do ex-presidente. Enquanto a defesa fala em caso “acromático”, investigadores miram possíveis violações do Estatuto do Desarmamento.

De um lado, a cobertura mais institucional destaca o rito policial. Portais relatam que Bolsonaro foi ouvido em casa pela Polícia Civil do DF sobre a arma registrada em seu nome, apreendida numa blitz com um segurança do GSI na última semana. Em uma versão, a oitiva teria se estendido por cerca de 40 minutos; em outra, durou apenas cinco minutos, com o ex-presidente se limitando a repetir o que sua defesa já havia informado ao Supremo. Em comum, todas apontam: o inquérito pode pesar na decisão de Alexandre de Moraes sobre manter ou não a domiciliar.

Do outro lado, veículos simpáticos a Bolsonaro trabalham para minimizar o episódio. Um deles resume que o ex-presidente apenas “depoe por 5 minutos e confirma pedido para consertar arma”. Outro ecoa a linha da defesa, de que a arma “saiu da casa do ex-presidente apenas para manutenção” e que não houve crime algum. Há também quem destaque que Bolsonaro “explicou episódio da arma e espera arquivamento do caso, diz defesa”, empurrando o foco para um suposto excesso de zelo das autoridades.

Já a imprensa mais crítica enfatiza o risco jurídico. Um site sublinha que a arma foi apreendida sem certificado de registro e lembra que o caso pode ser enquadrado como mera infração administrativa ou como crime previsto no Estatuto do Desarmamento, com pena de até seis anos de prisão. Outro ressalta que a defesa insiste que “em momento algum houve intuito de descumprir qualquer determinação legal” e pede o arquivamento do inquérito.

No fim, todos concordam em um ponto: uma pistola supostamente “com pane” virou teste de tiro real para o futuro judicial e político de Bolsonaro.

https://resumosbrasil.com/stories/019ef7c2-757a-019d-72d3-3ac63231b27a

Write a comment