TSE ordena remoção de posts que associam Flávio Bolsonaro a facções criminosas
TSE ordena remoção de posts que associam Flávio Bolsonaro a facções criminosas O embate sobre até onde vai a liberdade de ataque na pré-campanha presidencial ganhou um novo capítulo: o TSE mandou derrubar posts que ligavam Flávio Bolsonaro ao crime organizado, enquanto governistas e oposição disputam a narrativa sobre censura e desinformação.
De um lado, o PL e o entorno de Flávio comemoram a decisão como freio à “indústria da difamação” online. A liminar da ministra Estela Aranha determinou que Facebook e Instagram excluam publicações que vinculavam o pré-candidato a milícias, lavagem de dinheiro, facções e ao esquema de rachadinha, sem base em “dados concretos”. Para a magistrada, essas postagens “extrapolam os limites da crítica política admissível” e configuram “conteúdo gravemente desinformativo e ofensivo, apto a configurar propaganda eleitoral antecipada negativa”. Em resumo: crítica política, sim; acusação genérica de crime, não.
Do outro lado, o campo governista vira alvo direto. A decisão atinge posts de Gleisi Hoffmann, Lindbergh Farias, Guilherme Boulos e Rogério Correia, além de perfis como “PT na Câmara” e “Anti Bolsonaro Real”, acusados de construir uma “suposta ligação do presidenciável com o crime organizado” e colocá-lo “no centro de investigações alheias, com potencial de induzir o eleitorado a erro”. O TSE proibiu ainda a republicação de conteúdo equivalente, sob multa diária.
Há, porém, convergência num ponto incômodo para o governo: todos os relatos destacam que Flávio não é alvo da Operação Unha e Carne e não figura como investigado, indiciado ou denunciado no caso usado nos posts. Ao barrar a “teia criminosa” montada em redes sociais para sugerir o contrário, o TSE reforça a proteção à honra do senador — e, ao mesmo tempo, acende o alerta para campanhas que tentam ganhar no grito o que ainda não têm nos autos.
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