Justiça do Rio afasta Pedrinho da presidência da SAF do Vasco
Justiça do Rio afasta Pedrinho da presidência da SAF do Vasco A queda de braço pelo comando da SAF do Vasco saiu das salas de reunião e foi parar na 4ª Vara Empresarial do Rio. O resultado: Pedrinho perde o poder sobre o futebol, a 777 ganha fôlego e uma interventora assume o volante.
Justiça x Pedrinho x 777: quem manda na SAF?
Nas linhas da decisão, o recado é direto: a Justiça afastou Pedrinho e outros dois integrantes do conselho de administração da SAF, mantendo-o apenas como presidente do clube associativo, sem mando sobre a empresa do futebol. A juíza Caroline Fonseca atendeu ao pedido da 777 Carioca e tirou os poderes de gestão do grupo que comandava a SAF, apontando que o conselho de administração ignorou por mais de um ano pedidos formais de documentos do conselho fiscal, travando a fiscalização prevista em estatuto.
O Ministério Público entrou alinhado com a 777, ao emitir parecer favorável ao afastamento e endossar que os requisitos legais para a medida cautelar estavam preenchidos. Na prática, reforça a narrativa de que a intervenção é um “saneamento” institucional, não uma tomada hostil de poder.
Interventora no comando e a conta chegando
Quem assume a batata quente é a advogada Samantha Mendes Longo, nomeada gestora/interventora com poderes amplos para reorganizar governança, transparência e prestação de contas, com relatórios quinzenais à Justiça por, ao menos, 60 dias. Ela pode, inclusive, auxiliar em uma eventual negociação de venda da SAF.
Os números que embasaram o afastamento são pesados: patrimônio líquido negativo de R$ 647 milhões, ausência de diretor financeiro desde março de 2025 e cerca de R$ 100 milhões gastos em contratações de atletas em meio a severas restrições financeiras.
Venda da SAF: liberada, mas com algemas
Para quem sonha em ver um novo dono no comando, a porta não está fechada, mas tem cadeado. A Justiça ressalta que a suspensão dos direitos políticos e patrimoniais da 777 não extinguiu sua condição de acionista, e qualquer alienação “depende da anuência da 777 CARIOCA LLC ou autorização do Juízo Arbitral, com posterior decisão” judicial. Em resumo, Vasco e qualquer comprador terão de negociar diretamente com a 777 dentro das condições fixadas pela decisão.
O clube, em crise esportiva e financeira, corre contra o tempo para avançar nas tratativas com o empresário Marcos Lamacchia, enquanto a Justiça tenta impor transparência tardia a uma SAF que nasceu prometendo profissionalismo e entregou mais uma guerra de bastidores.
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