Comandantes do governo debatem futuro de Jaques Wagner na liderança do Senado

Aliados e o presidente Lula avaliam a permanência do senador Jaques Wagner na liderança do governo no Senado, após ele se tornar alvo de uma operação da Polícia Federal no caso do Banco Master. Políticos como Chico Alencar e José Genoino pediram o afastamento de Wagner, que busca se manter no cargo até o recesso parlamentar.
Comandantes do governo debatem futuro de Jaques Wagner na liderança do Senado

Comandantes do governo debatem futuro de Jaques Wagner na liderança do Senado A liderança do governo no Senado virou granada sem pino: Lula tenta segurar Jaques Wagner sem se queimar, enquanto aliados e oposição convertem o caso Banco Master em teste de coerência ética e de sobrevivência eleitoral.

PT dividido, governo encurralado

Até dentro do próprio petismo histórico, a paciência com Wagner está por um fio. José Genoino defendeu que o senador deixe a liderança para se explicar sem arrastar o Planalto, recomendando que ele entregue o cargo e “tire Lula dessa história”. Na prática, é o recado de que a blindagem institucional acabou.

No Planalto, o diagnóstico é parecido, mas o tom é mais calculado: aliados de Lula já consideram a permanência de Wagner “praticamente insustentável” na liderança, temendo desgaste direto na campanha à reeleição. O governo já avalia nomes para substituí-lo, com Teresa Leitão despontando como principal cotada para assumir a articulação no Senado.

Pressão da esquerda e silêncio estratégico

A cobrança não vem só da oposição. Chico Alencar, do PSOL, exige que Wagner adote o “protocolo Hargreaves”: afastar-se para se defender, como fez o ex-ministro de Itamar Franco, e depois, se inocentado, retornar. Ele critica o silêncio da maioria dos progressistas, que “prefere aguardar a decisão do Lula”, e cobra tratamento igual a todos os investigados.

Lula, por ora, responde com silêncio calculado. Após a operação da PF, o “BolsoMaster” sumiu dos discursos, e a ordem na pré-campanha é evitar que o escândalo respingue no presidente, focando nas “entregas do governo” e tirando o pé até mesmo das críticas a banqueiros.

Oposição fareja sangue

Do outro lado, veículos alinhados à oposição destacam que a PF investiga Wagner por supostamente beneficiar o Banco Master quando governador, e relatam que a SECOM teve de revisar toda a estratégia que tentava colar o escândalo exclusivamente na oposição e em Flávio Bolsonaro.

Enquanto isso, Wagner corre a Brasília para tentar convencer Lula a mantê-lo pelo menos até o recesso de julho — uma sobrevida simbólica num cargo que já é tratado como moeda de troca em estágio terminal.

https://resumosbrasil.com/stories/019ef90c-ef42-24c9-724b-21efd8005b68

Write a comment