Keiko Fujimori alcança vantagem irreversível e é eleita presidente do Peru

Com a apuração quase concluída, a candidata de direita Keiko Fujimori alcançou uma vantagem irreversível sobre seu adversário, Roberto Sánchez, e deve ser declarada a nova presidente do Peru. Sánchez, no entanto, alega irregularidades e declarou que não reconhecerá o resultado, convocando seus apoiadores para protestos.
Keiko Fujimori alcança vantagem irreversível e é eleita presidente do Peru

Keiko Fujimori alcança vantagem irreversível e é eleita presidente do Peru Keiko Fujimori já está eleita nas planilhas, mas não nas ruas. Enquanto a direita comemora a “vitória histórica”, o campo de Roberto Sánchez fala em fraude e convoca “resistência patriótica”. O Peru volta ao seu esporte preferido: eleger um presidente e, na mesma noite, disputar a legitimidade do resultado.

De um lado, as instituições eleitorais e a imprensa mainstream tratam o jogo como encerrado. Com 99,8% das urnas apuradas, Keiko aparece com cerca de 50,11% dos votos, uma “vantagem matematicamente insuperável” sobre Sánchez, que soma 49,8%, diferença de pouco mais de 43 mil votos — menos do que o total de cédulas já por apurar. A ONPE e o Júri Nacional Eleitoral indicam que mesmo se todos os votos restantes fossem para o candidato de esquerda, o cenário não mudaria. Veículos como G1, Folha, O Globo e Brasil 247 já cravam que Keiko “foi eleita” ou tem uma vantagem “que não pode mais ser revertida”.

Do outro lado, Sánchez se recusa a jogar conforme esse placar. Ele diz que há “fraude em curso” na contagem, especialmente nos votos do exterior — cerca de 300 mil, que deram mais de 63% a Keiko — e promete não reconhecer “o governo de Fujimori”, convocando seus apoiadores à “resistência patriótica” nas ruas. Sua coalizão afirma que “o voto dos cidadãos foi deslegitimado” e que mudanças nas regras e “irregularidades” justificariam até a anulação de eleições em consulados. Sánchez acena a instâncias internacionais e pede a nulidade da votação no exterior.

Se para a direita regional o veredito é de festa (“DIREITA VENCE NO PERU”, celebrou o deputado Eduardo Bolsonaro, saudando a “histórica vitória” de Keiko), para a esquerda peruana o fujimorismo está voltando pela porta dos fundos — sustentado por um sistema em que a confiança pública vale menos que a matemática eleitoral.

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