Gilmar Mendes e André Mendonça entram em confronto público sobre o Caso Master

O ministro Gilmar Mendes, do STF, criticou publicamente o colega André Mendonça pela condução do Caso Master, acusando-o de "erros crassos". As declarações, feitas em uma entrevista, expuseram uma profunda divisão na Corte e foram vistas como uma "declaração de guerra", com repercussão entre políticos e juristas.
Gilmar Mendes e André Mendonça entram em confronto público sobre o Caso Master

Gilmar Mendes e André Mendonça entram em confronto público sobre o Caso Master O Supremo deixou de falar em latim e passou ao português de briga de bar. A ofensiva pública de Gilmar Mendes contra André Mendonça, no contexto do Caso Master, escancarou a divisão em times dentro da Corte e transformou um embate jurídico em guerra aberta de narrativas.

De um lado, colunistas próximos ao governo descrevem um ambiente de confronto generalizado. Para Vera Magalhães, a “guerra no STF agora é declarada”, com Gilmar usando o Roda Viva para mapear quem está em qual lado do ringue. A leitura é de que Mendonça, com maioria na Segunda Turma e relatorias de casos espinhosos como Master e a máfia do INSS, virou alvo preferencial do decano.

Do outro lado, veículos e figuras de oposição tratam Gilmar como vilão que tenta salvar investigados. O Jornal da Cidade Online celebra que até a Globo “detonou Gilmar” por uma “alucinada tentativa de enfraquecer as investigações contra o Banco Master” e por supostamente “cavar nulidades nesse processo”. A Gazeta do Povo enquadra a movimentação como “ofensiva contra Mendonça” que “politiza o Caso Master” e fortalece a defesa dos investigados.

Sérgio Moro vai além e fala em “triste espetáculo”, acusando Gilmar de “plantar nulidades” ao atacar o colega em rede nacional. O partido Novo ecoa: “Gilmar Mendes já está preparando o terreno para anular o caso Master, como o STF fez com a Lava Jato”, defendendo que ele seja impedido de julgar o tema. Rodrigo Constantino reage com ceticismo resignado: “Deve, mas não vai. Isso é Brasil, gente…”.

A tropa bolsonarista tenta ainda carimbar incoerência: Ramagem compartilha a pergunta corrosiva sobre o “erro crasso” não visto quando Alexandre de Moraes pressionou Mauro Cid em delação, sugerindo dois pesos e duas medidas.

Em comum, governo, oposição e ministros parecem concordar em apenas um ponto: o STF, hoje, é menos corte constitucional e mais campo de batalha televisivo.

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