Pesquisa Gerp aponta empate técnico entre Flávio Bolsonaro e Lula para 2026

Uma nova pesquisa do instituto Gerp mostra um cenário de empate técnico entre o senador Flávio Bolsonaro e o ex-presidente Lula em uma eventual disputa presidencial em 2026. No segundo turno simulado, Flávio aparece com 42% das intenções de voto contra 40% de Lula, dentro da margem de erro.
Pesquisa Gerp aponta empate técnico entre Flávio Bolsonaro e Lula para 2026

Pesquisa Gerp aponta empate técnico entre Flávio Bolsonaro e Lula para 2026 A pesquisa Gerp sobre 2026 chegou com um recado incômodo para os dois lados da polarização: nem Lula nem o bolsonarismo podem cantar vitória, mas ambos já têm com o que se preocupar.

No campo petista, o copo é meio cheio e meio vazio. No primeiro turno estimulado, Lula aparece numericamente à frente de Flávio Bolsonaro (37% a 34%), mas ainda dentro da margem de erro de 2,19 pontos, o que configura empate técnico. Na pesquisa espontânea, o cenário se repete: 31% para Lula contra 29% para Flávio, mantendo a disputa embolada e mostrando que a marca Bolsonaro ainda tem tração mesmo sem Jair na cabeça de chapa.

Na leitura de oposição ao governo, o dado realmente “espetacular” não está no primeiro, mas no segundo turno. Num confronto direto, a Gerp registra Flávio com 42% das intenções de voto e Lula com 40%, diferença que também é empate técnico, mas suficiente para inflar o discurso de virada bolsonarista. Não à toa, veículos alinhados à direita tratam o levantamento como prova de que o senador do PL-RJ já rivaliza com o presidente no imaginário do eleitorado.

Há, porém, um terceiro ator silencioso nessa disputa: o eleitor que não quer nem um nem outro. Em todos os cenários, a taxa de rejeição é alta; a própria Gerp destaca que Lula lidera o índice de “não votaria de jeito nenhum”, seguido de perto por Flávio Bolsonaro, sinal de fadiga da polarização mesmo enquanto ela segue estruturando a corrida.

Em resumo: para o lulismo, a notícia é que a liderança já não é confortável. Para o bolsonarismo, que o herdeiro ainda precisa transformar “empate técnico” em vantagem real. E, para o eleitor comum, 2026 promete ser menos uma escolha de preferidos e mais uma escolha de rejeições.

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