Copa do Mundo: árbitro mexicano César Ramos gera polêmica ao anular gol de Vini Jr.
Copa do Mundo: árbitro mexicano César Ramos gera polêmica ao anular gol de Vini Jr. O gol anulado de Vinícius Júnior contra a Escócia virou mais que um lance de jogo: reacendeu um caso antigo entre o Brasil e o árbitro mexicano César Ramos, e colocou em choque quem vê perseguição e quem enxerga apenas rigor técnico.
De um lado, veículos próximos ao governo e à CBF resgatam o passado para sustentar a tese de que não se trata de coincidência. Lembram que o mesmo juiz já “gerou reclamação formal do Brasil em 2018” após o empate por 1 a 1 com a Suíça, quando a seleção contestou o gol de Zuber e um possível pênalti em Gabriel Jesus que sequer foram à revisão do VAR. A nova decisão de anular, com rapidez, o que seria o segundo gol de Vini Jr. por um suposto empurrão em Hendry é apresentada como mais um capítulo de um histórico de prejuízos, reforçado pelo fato de a queixa de 2018 à Fifa não ter tido qualquer efeito prático.
Do outro lado, a narrativa que tenta relativizar a polêmica lembra que Ramos não é um novato desastrado, mas um quadro consolidado da arbitragem mundial: está em sua terceira Copa (2018, 2022 e 2026) e já apitou inclusive a final do Mundial de Clubes de 2017 entre Real Madrid e Grêmio. Nesse enquadramento, o juiz pode até errar, mas dentro da margem de subjetividade que faz parte do ofício — especialmente em lances de contato dentro da área.
O contraste é claro: para a ala alinhada ao governo e à CBF, há um padrão de decisões contra o Brasil que a Fifa ignora; para quem observa pela lente institucional, há um árbitro experiente, com currículo pesado, preso à letra da regra. No meio, sobra para Vini Jr., que viu um gol sumir no apito e outro, enfim, ser validado — e para o torcedor brasileiro, que revê em 2026 o déjà-vu amargo de 2018.
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