PF deflagra nova fase da operação sobre fraude na Americanas e mira acionistas
PF deflagra nova fase da operação sobre fraude na Americanas e mira acionistas A maior vitrine do capitalismo brasileiro acaba de virar palco de uma espécie de Lava Jato corporativa: a segunda fase da Operação Disclosure mira bilionários, bancos e um rombo contábil de R$ 54 bilhões, com bloqueio de bens na mesma escala. A PF diz ver manipulação de mercado e associação criminosa; os grandes acionistas alegam que foram enganados.
De um lado, a imprensa mais institucional descreve a ofensiva como uma resposta dura a “fraudes contábeis estimadas em R$ 54 bilhões” nas Americanas, com nove mandados de busca e apreensão no Rio e em São Paulo e sequestro de bens determinado pela 10ª Vara Federal do Rio. O G1 resume o enredo: “Fraude nas Americanas: PF cumpre mandados e bloqueia R$ 54 bilhões”, enquanto a Folha reforça o peso histórico do caso, chamando-o de “o maior escândalo contábil da história do país”.
A cobertura governista e pró-operação enfatiza o cerco aos super-ricos e a ampliação do alvo para o sistema financeiro. Brasil 247 destaca que “Lemann e Sicupira, dois dos homens mais ricos do Brasil, são alvo da PF no caso Americanas”, e outro texto do site frisa que a PF “apura manipulação de mercado e associação criminosa” na operação contra os dois empresários. O Globo detalha que a PF mira “controlador e ex-conselheiros da Americanas, e executivos de bancos”, amparada em delações e quebras de sigilo.
Já veículos de oposição ecoam o impacto político e simbólico de ver ícones do empresariado sob mira da PF. O Jornal da Cidade Online fala em “URGENTE: Paulo Lemann e Beto Sicupira são alvos da PF no caso Americanas”, enquanto a Gazeta do Povo resume o núcleo do escândalo: “Americanas é alvo da PF por suposta fraude de R$ 54 bilhões”. Nas redes, o tom sobe ainda mais: para Rodrigo Constantino, a diferença entre Brasil e EUA é “a IMPUNIDADE”, ao comparar o caso Americanas com Enron e Madoff.
No meio do fogo cruzado, os acionistas de referência tentam se separar do fantasma da fraude: em nota citada pelo G1, dizem que foram “enganados e induzidos ao erro pela antiga diretoria” e que vêm colaborando desde 2023. Justiça e PF, porém, parecem menos interessadas na narrativa e mais em garantir, desde já, um gigantesco colchão de ativos para eventual ressarcimento.
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