Com show de Vini Jr. e volta de Neymar, Brasil vence Escócia por 3 a 0 na Copa
Com show de Vini Jr. e volta de Neymar, Brasil vence Escócia por 3 a 0 na Copa Brasil 3, Escócia 0. O placar é consensual; o significado, nem tanto. Entre quem vê um time finalmente com “cara de seleção” e quem enxerga sobretudo um ET chamado Vinícius Júnior, o debate pós-jogo está mais aceso que o próprio hexa.
De um lado, a imprensa mais institucional pinta o jogo em Miami como vitória de líder e afirmação de projeto. O ge fala em Brasil que “se impõe e apresenta identidade bem definida para o mata-mata” sob Ancelotti, com atuação que separa “quem foi bem e quem foi mal contra a Escócia”. A Folha resume o dia cravando que o Brasil “convence e fica em primeiro no seu grupo da Copa”, enquanto o UOL destaca que a equipe “bate a Escócia na estreia de Neymar e passa em 1º após show de Vini Jr”, com jogo “equilibrado, consistente e em evolução”.
A narrativa governista também abraça o simbolismo: Matheus Cunha “repete gesto de Ronaldo e recebe elogio do Fenômeno”, embalado para o mata-mata, e a volta de Neymar é tratada como peça a mais de um sistema que já funciona, ainda que o camisa 10 tenha tido “o sprint mais lento da seleção” e atuado mais como conector de passes com Vini do que como protagonista. Até colunista liberal entra na onda patriótica, ironizando a Escócia: “Tira David Hume, tira Adam Smith, o que sobra?! Nós temos Neymar e Raphinha, porra!!!”.
Do outro lado, veículos de oposição ao governo também celebram, mas com ênfase diferente. A Revista Oeste fala em “show de Vinicius Jr.” e relata que o Brasil “vence a Escócia e se classifica em 1º”, sublinhando o protagonismo do atacante e o retorno de Neymar em segundo plano. A Gazeta do Povo descreve a partida como a “melhor nesta Copa”, com a seleção que “desencantou”, criou muito mais e teve vitória que “poderia ter sido ainda mais elástica”.
A leitura mais explosiva vem da esquerda crítica: para a Revista Fórum, “o Brasil tem um ET. Vini Jr senta na mesa dos craques”, colocando o camisa 7 no mesmo patamar de Messi e Mbappé e lembrando que ele já soma quatro gols e duas assistências, reacendendo explicitamente “o sonho do hexa”.
No fim, todos concordam em algo raro: a atuação foi grande. Divergem, porém, sobre o que ela inaugura. Um projeto coletivo de Ancelotti, uma era de Vinícius Jr. ou apenas mais um capítulo da eterna novela Neymar.
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