Justiça nega habeas corpus e mantém prisão da influenciadora Deolane Bezerra

O Tribunal de Justiça de São Paulo negou um pedido de habeas corpus e manteve a prisão da advogada e influenciadora Deolane Bezerra, presa sob suspeita de lavagem de dinheiro e organização criminosa. A irmã de Deolane, Daiane Bezerra, criticou a OAB-SP pela suspensão da advogada.
Justiça nega habeas corpus e mantém prisão da influenciadora Deolane Bezerra

Justiça nega habeas corpus e mantém prisão da influenciadora Deolane Bezerra A prisão da influenciadora e advogada Deolane Bezerra virou teste de estresse para Justiça, OAB-SP e opinião pública: de um lado, discurso de rigor contra o crime organizado; de outro, acusações de espetáculo midiático e atropelo de garantias.

O bloco mais alinhado ao governo enfatiza a gravidade das suspeitas. Destaca que o Tribunal de Justiça de São Paulo negou o habeas corpus, mantendo Deolane presa no âmbito da Operação Vérnix, que apura um esquema ligado ao PCC e movimentações “incompatíveis com a renda declarada” que chegariam a cerca de R$ 27 milhões. A denúncia inclui ainda figuras centrais da facção, como Marcola, e aponta o uso da empresa Transportadora Lado a Lado para lavar dinheiro.

A oposição, por sua vez, reforça o enredo criminal. Sublinha que o TJ-SP rejeitou novo pedido de habeas corpus, mantendo Deolane na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista desde 21 de maio, e ecoa a narrativa da acusação de que ela seria a “mulher de lavar dinheiro” para o PCC, via transportadora usada para ocultar capital ilícito antes de chegar a contas em nome da influenciadora. Nesse olhar, o caso é exemplo de que o Estado finalmente alcança o braço financeiro da facção.

No campo corporativo-institucional, o foco vai para a OAB-SP. O presidente Leonardo Sica afirma que a Ordem não “defendeu nem acusou” Deolane e que limitou sua atuação a pedir Sala de Estado-Maior, “sem entrar no mérito do caso”, tudo “dentro do devido processo legal”. Ao mesmo tempo, a entidade suspendeu a advogada por até 360 dias, enquanto o Tribunal de Ética decide se a condena, exclui ou absolve.

A família reage: a irmã de Deolane acusa a OAB-SP de não seguir o devido processo na suspensão, confrontando o discurso oficial de neutralidade. O resultado é um caso que expõe, em camadas, o choque entre combate ao crime organizado, garantias individuais e a própria credibilidade das instituições.

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